No primeiro discurso como Presidente da República eleito, António José Seguro garantiu que não aceitará burocracias que atrasem a atribuição dos apoios às populações atingidas pelas recentes tempestades, exigindo que os fundos anunciados cheguem “já” ao terreno.
António José Seguro afirmou, no seu discurso de vitória nas eleições presidenciais, que não aceitará entraves administrativos na atribuição dos apoios às regiões afetadas pelo mau tempo, sublinhando que a resposta do Estado deve ser rápida e eficaz.
“A minha primeira palavra é de pesar pelas 15 vidas perdidas causadas pela catástrofe que nos atingiu, de condolências às suas famílias e de solidariedade total com quem ficou sem casa ou sem empresa”, declarou o Presidente eleito.
Seguro destacou ainda que “a solidariedade dos portugueses foi heroica”, mas frisou que “não pode nunca substituir a responsabilidade do Estado”. Nesse sentido, exigiu que os cerca de 2,5 mil milhões de euros anunciados para a reconstrução cheguem ao terreno sem atrasos. “Não aceitarei burocracias que impeçam a chegada dos apoios a quem já perdeu tanto ou mesmo tudo”, afirmou, acrescentando que tenciona deslocar-se às zonas afetadas para acompanhar a execução das medidas.
O vencedor da segunda volta das presidenciais considerou também que “os vencedores desta noite são os portugueses e a democracia”, deixando uma palavra ao seu adversário, André Ventura. “Como democrata, todos os que concorreram comigo neste processo eleitoral merecem o meu respeito”, afirmou. “A partir desta noite deixámos de ser adversários e temos agora o dever partilhado de trabalhar por um Portugal mais desenvolvido e mais justo”, acrescentou.
António José Seguro apresentou-se como “o presidente de todos, todos, todos os portugueses”, incluindo os que não votaram na sua candidatura, sublinhando que a maioria que o elegeu “extingue-se esta noite”. “Falo de coração cheio de gratidão, emoção e responsabilidade”, declarou.
Reafirmando um dos lemas centrais da campanha, o Presidente eleito voltou a dizer: “Sou livre e vivo sem amarras. A minha liberdade é a garantia da minha independência”. Prometeu tratar por igual todos os partidos políticos e parceiros sociais e reiterou o compromisso de lealdade institucional com o Governo.
“Jamais serei um contrapoder, mas serei um presidente exigente com as soluções e com os resultados. Não serei oposição, serei exigência”, afirmou, acrescentando que a estabilidade política deve servir para melhorar a vida dos portugueses e não para “manter tudo na mesma”.
Seguro considerou ainda que se abre agora “um novo ciclo de três anos sem eleições”, defendendo que não há desculpas para que os partidos não encontrem soluções de governação. “Não há tempo a perder. Serei impulsionador dessa mudança, focado em soluções e na melhoria da vida dos portugueses”, garantiu.
Concluindo, afirmou acreditar “num Portugal melhor e mais justo, um país que avança sem deixar ninguém para trás”, sublinhando que “esperança não é ignorar os problemas, é antes unir com lucidez e confiança nas nossas competências”.












