OPINIÃO -
Solidariedade

Espero que todos os amarenses e leitores do nosso jornal, tenham passado um Santo Natal e que tenham entrado no novo ano abraçados de esperança. 2021 será um ano difícil e exigente, além da grave crise económica e social, teremos, no mínimo dois atos eleitorais de elevada importância e podem ser a salvação para ultrapassar inúmeras dificuldades. 

Vai ser necessário seriedade visível e satisfatória solidariedade que há muito se desintegraram da nossa sociedade. Talvez por existir demasiada elite na classe política portuguesa, ou por falta de confiança em políticos que não querem pertencer a essa elite, ou por manipulação da comunicação social. Foram formalizadas, com as condições mínimas exigidas, sete candidaturas para as eleições presidenciais. Além do atual chefe de Estado, temos um deputado da assembleia da República, dois Eurodeputados, uma ex-Eurodeputada, um dirigente partidário e um ex-presidente de junta freguesia. 

Foi antidemocrático e inaceitável os principais canais de televisão não terem incluído o candidato Vitorino Silva. Retirar a possibilidade de participação nos debates a Vitorino Silva (conhecido como Tino de Rans) parece ultrapassar qualquer dignidade no entendimento da democracia. Não para ganhar, tenho o meu candidato (Tiago Mayan), mas desejo uma boa votação ao Tino. Não é um louco, nem necessita de ter doutoramento ou licenciatura para cumprir todos os requisitos, deve ser tratado em igualdade como todos os outros que se apresentam a esta eleição. Merece respeito!

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Em 1978, João Paulo II é eleito Papa, um ano depois visita a Polónia, esse foi o momento crucial para que um ano depois se crie o movimento dos sindicatos (Solidariedade), a greve no estaleiro e a ascensão do cidadão e eletricista do estaleiro de Gdansk, Lech Walesa. LW defendia o livre comercio, os direitos dos trabalhadores e a democracia. Nos anos 80, a Polónia estava numa situação política e económica bastante tensa. Em dezembro de 81, os protestos contra a censura e a falta de informação do governo, levou o líder do regime polaco, general Jaruzelski, declarar a “lei marcial”, deixando a Polónia ao pé de uma guerra civil. Centenas de pessoas foram consideradas suspeitas e detidas, entre eles LW, presidente do Solidariedade. Para os polacos, o papa simbolizava a resistência, a igreja católica e a luta da liberdade. Em dezembro do mesmo ano e para surpresa de muitos, LW ganha o Premio Nobel da Paz. Em 1990 assistiu-se a uma reviravolta do destino, Lech Walesa passou de presidente do Solidariedade a presidente da Polónia. 

“O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como individuo e nenhum venerado.”