A mostra, patente no Terreiro da Nossa Senhora das Necessidades até 8 de julho, será posteriormente apresentada em várias freguesias do concelho, num percurso que se prolonga até outubro e culmina no centro urbano de Barcelos.
A cerimónia de inauguração contou com a presença do vereador da Ação Social, José Paulo Matias, do presidente da Junta de Freguesia de Barqueiros, Rui Ferreira, e de representantes da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) e da Rede Portuguesa das Cidades Interculturais (RPCI), além de membros da comunidade cigana e entidades parceiras do projeto.
Composta por 20 painéis, a exposição aborda diferentes dimensões da identidade, história e cultura do povo cigano, incluindo testemunhos e desenhos de crianças ciganas do concelho, que expressam expetativas e sonhos para o futuro.
Na intervenção de abertura, José Paulo Matias afirmou que a iniciativa pretende responder a “realidades de preconceito e discriminação que ainda persistem”, defendendo a necessidade de promover narrativas baseadas em experiências reais e não em estereótipos. O autarca sublinhou ainda que o diagnóstico local evidencia dificuldades no acesso da comunidade cigana a áreas como emprego e saúde, reforçando a importância de políticas de inclusão mais efetivas.
O vereador destacou também o caráter itinerante da exposição como forma de “levar o debate e a reflexão a diferentes territórios do concelho”, considerando a educação e a sensibilização cultural ferramentas essenciais no combate à intolerância.
O presidente da Junta de Freguesia de Barqueiros, Rui Ferreira, salientou a importância de acolher a primeira etapa do projeto, apelando à participação da população. Já a representante da AIMA, Liliana Moreira, elogiou a iniciativa, sublinhando o seu contributo para a promoção da igualdade e da inclusão social.
Por sua vez, Inês Granja, da RPCI, destacou a exposição como exemplo de boas práticas no âmbito da interculturalidade, enquanto o fotógrafo Osvaldo Grilo, autor de parte do registo visual, apelou à sensibilização das novas gerações para a construção de uma sociedade mais inclusiva.
Depois de Barqueiros, a “Viagem Cigana” seguirá por Fornelos, Carapeços, Martim, Gamil, Viatodos e Barcelos. Em cada localidade estará disponível um livro de testemunhos, sendo ainda possível deixar contributos através de QR Code, permitindo recolher a perceção dos visitantes ao longo do percurso.












