O Município de Vieira do Minho aprovou, em reunião do Executivo na passada quinta-feira, o orçamento para 2026, que ascende aos 25,2 milhões de euros. O documento, aprovado com a maioria socialista e o voto contra do PSD, destaca-se pela introdução de uma «nova geração de medidas de apoio à população».
O presidente da Câmara, Filipe Oliveira (PS), citado pela Rádio Alto Ave, adianta que as novas medidas são uma resposta aos «graves desequilíbrios demográficos e sociais» do concelho, que regista um elevado índice de envelhecimento (353,3) e apenas 49 nascimentos em 2024.
Entre os programas aprovados estão: “Vieira + Vida”: Atribuição de 2.000 euros por cada criança nascida, verba que deve ser gasta no comércio local; “Vieira + Saúde”: Criação de um seguro de saúde para todos os habitantes maiores de 18 anos; “Vieira + Igual”: Pagamento de um 15.º mês a cidadãos com pensões baixas, como as de sobrevivência, que muitas vezes não chegam aos 300 euros mensais.
Filipe de Oliveira sublinha que estes eixos de política social «são estratégicos para revitalizar o concelho, recuperar população, dinamizar a economia e reforçar a coesão territorial».
PSD VOTA CONTRA E APONTA «CONTRADIÇÕES»
Os vereadores do PSD na Câmara Municipal de Vieira do Minho votaram contra a proposta de alteração ao Mapa de Pessoal do Município na última reunião do executivo, acusando a atual maioria socialista de hipocrisia e de fazer “exatamente o contrário” do que defendia quando estava na oposição.
Em comunicado, os sociais-democratas argumentam que o executivo socialista está a criar o mapa de pessoal mais oneroso de sempre para o município e a ignorar as críticas que faziam no passado à gestão do PSD.
O PSD aponta contradições gritantes na atual gestão, sublinhando que o PS está a agravar os problemas que antes criticava: Criação de um cargo de Chefe de Gabinete e quatro secretários políticos para a Presidência e Vereação, cargos que não existiam nos mandatos anteriores; Aumento do número de Chefes de Divisão; Criação de mais cinco dirigentes de 3.º grau e dois de 4.º grau; Contratação de mais 20 assistentes operacionais, apesar de antes defenderem reforços apenas em “casos claros e inequívocos”.
Para o PSD, estes factos demonstram que o executivo socialista «faz pior do que aquilo que criticaram» no passado.












