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BRAGA - -
Câmara e InvestBraga criam grupo de trabalho destinado a auxiliar empresas

Com vista ao apoio imediato à sustentabilidade das empresas e à conservação dos postos de trabalho, o município de Braga e a InvestBraga criaram um grupo de resposta destinado ao apoio às empresas na obtenção de todos os esclarecimentos necessários para agirem neste período que, devido à pandemia de Covid-19, se tem demonstrado uma verdadeira ameaça às empresas e ao emprego em Braga e na região.

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OPINIÃO - -
Sabia que o Covid-19 Tracker – Malware Covidlock é uma ciberameaça?

Estamos perante um novo modelo de prática criminal, práticas essas relacionadas com crimes praticados via internet. A pandemia que nos assombra Covid-19, infelizmente é uma já uma forma de burlar aos mais distraídos.

No âmbito do acompanhamento e monitorização de ameaças relacionadas com a segurança no ciberespaço sinaliza-se o aproveitamento por parte de cibercriminosos do contexto atual de propagação do vírus «COVID-19» na realização de diversos ciberataques. Entre estes ataques salienta-se a aplicação «COVID-19 Tracker», app que promete dar acesso a um map tracker do Coronavírus, bem como informação estatística referente ao mesmo, mas que na realidade é um esquema de «ransomware» para equipamentos android, e que mereceu, inclusive, destaque nos OCS1. O Centro Nacional de Cibersegurança apela a que quem já tenha sido burlado contacte esta entidade, através do e-mail [email protected], e a PJ.

Os utilizadores que a instalam e lhe concedem todas as permissões solicitadas vêem o seu dispostito bloqueado, sendo-lhe exigido um resgate no valor aproximadamente 90 euros pagos em bitcoin num prazo de 48horas, única forma de ter acesso à chave de desencriptação. Para além do sítio supra identificado, esta aplicação, que não está disponível na Google Play Store, pode ser encontrada em lojas de aplicações alternativas, com APK Mirror ou F-Droid4.

Este é um exemplo em que a propagação do novo coronavírus tem originado, um maior número de ciberataques, a coberto de alegadas campanhas de instituições internacionais, de recolhas de donativos fraudulentas e da suposta divulgação em tempo real de informação sobre a pandemia.

Não instale qualquer aplicação móvel (Android ou IOS-Apple) que não seja fidedigna e disponibilizada pelas lojas oficiais dos fabricantes (Google Play e AppStore). Esta entidade pede ainda a que quem procura informação atualizada sobre o Covid-19 o faça nos sites de “fontes credíveis”, nomeadamente a Direção-Geral da Saúde e a Organização Mundial de Saúde.

Com a generalidade da população a evitar sair à rua, foram, de resto, já três os alertas de “phishing” (roubo de informação confidencial) emitidos, em apenas cinco dias, pela Procuradoria-Geral da República. Os destinatários das burlas têm sido clientes do Millenium bcp e do Crédito Agrícola e consumidores da EDP titulares de cartão de crédito.

No caso das instituições financeiras, os cidadãos atingidos começaram por receber e-mails intitulados, respetivamente, “Notificação nova mensagem” e “Importante – informações da conta # 0012807325”. Após clicar no links, os clientes foram encaminhados para páginas falsas que aparentam tratar-se do homebanking.

Já na última situação, o e-mail tem “Reembolso Nº 100000251” no assunto e garante que os clientes da EDP serão reembolsados em 52,56 euros. Em todos, o conselho é não clicar nos links nem fornecer dados.

Não se deixe burlar pelas ciberameaças e fique em casa no combate a este “inimigo”!

OPINIÃO - -
Magalhães? Cadê?

Num tempo de isolamento, recolhimento e reflexão sobre a nossa condição humana e social, em que os desafios que se colocam a todos, no futuro, serão extremamente exigentes, não quero deixar de iniciar esta crónica, apelando a todos para ficarem, o mais possível, em casa.

A educação tem, nestas duas semanas após o encerramento dos estabelecimentos de ensino, uma verdadeira prova da sua vitalidade, do seu actual estado, das suas fragilidades e das suas forças. Sabendo que, em termos presenciais, a escola como a conhecemos acabou no presente ano letivo, convém perspetivar os tempos mais próximos, sobretudo o terceiro período.

A primeira evidência é que não estamos preparados para o ensino à distância. Há famílias sem as mínimas condições para responder aos desafios que são colocados nesta matéria ou porque não têm computadores ou porque a rede de internet é praticamente inexistente ou ainda, porque a sobrecarga da rede é tal que torna tudo mais lento.

Depois, os conteúdos não estão adequados para este sistema de ensino. Não faz muito sentido andarem-se a imprimir exercícios para voltar a digitalizar e enviar, depois, para os professores. Como, também, não faz muito sentido dar aulas, neste sistema, como se dentro de uma sala se estivesse, com a duração prevista.

A segunda evidência é que chegados a 2020 se percebe quão impreparada está a sociedade, a escola e as famílias para a realidade virtual. Fala-se em 5G e há quem esteja já a testar o 6G mas o percurso que um país como o nosso tem que fazer para massificar tudo isto é longuíssimo. Ou então, criaremos um país com várias velocidades reflectindo-se isso nas próprias escolas.

Já agora onde está o programa de um governo anterior que queria tornar as novas tecnologias uma realidade quotidiana, tendo, inclusive, distribuído computadores por milhares de alunos, os famosos Magalhães, lembram-se?

Não era já, nessa altura, objectivo tirar sobrecarga das salas de aula, permitindo aos alunos estudar, pesquisar e descobrir fora do contexto escolar? E os professores não iriam ter ferramentas adequadas e adaptadas? Mas como se pode falar em ensino à distância em escolas com um parque informático obsoleto e sem qualquer garantia de fiabilidade?

O terceiro período vai ser difícil. Há uma nova realidade para a qual a comunidade educativa não está preparada mas há também um buraco negro de incerteza quanto às lições que todos os agentes poderão e deverão tirar de tudo isto. E não ponho na equação os exames e as provas de aferição (realidades distintas) para que tudo não fique ainda mais negro.

Uma palavra final para o Ministro da Educação e apenas para lamentar que Tiago Brandão Rodrigues não seja mais pró-ativo sobre o que podem esperar as escolas. Já todos sabemos que a realidade é excepcional, que é tudo novo para todos mas soluções para o presente e ideias para o futuro têm que ter a sua cara e as suas palavras. Deixar para o secretário de Estado é relativizar um problema que é grave.

Caso para dizer, senhor Ministro não fique em casa e fale com a comunidade educativa nem que seja por skype e através de um ecrã de televisão.