A incidência de novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias voltou a subir em Amares, tendo registado uma diminuição expressiva em Terras de Bouro, de acordo com o boletim epidemiológico desta sexta-feira.
Mês: Agosto 2021
OPINIÃO
Vacinação – uma atitude de cuidado perante o outro
Ana Rodrigues
Enfermeira no Hospital de Braga
A pandemia que se vive tem sido das batalhas mais difíceis de se combater. Até hoje, registam-se, pelo menos 4,19 milhões de mortes no mundo, desde dezembro de 2019.
Resultado do esforço concentrado de vários investigadores, a vacinação surge como uma esperança no combate a um dos maiores flagelos da nossa história. No entanto, é alarmante o número de pessoas que têm recusado a vacinação.
Cabe, em parte, aos profissionais de saúde trabalhar a informação, educação e comunicação para uma maior adesão por parte da população.
Os factos têm vindo a comprovar o sucesso da vacinação ao longo do tempo. Houve uma queda drástica na incidência de doenças que provocam a morte de milhares de pessoas todos os anos até à metade do século passado.
A vacinação surgiu em 1796, quando um médico inglês, Edward Jenner, estabeleceu as primeiras bases científicas do processo. O trabalho de Edward Jenner, com a vacinação da varíola bovina, foi a primeira tentativa científica para controlar uma doença infecciosa através de uma inoculação deliberada e sistemática. Iniciou uma nova era da medicina, há mais de 200 anos. Atualmente existem mais de 50 vacinas em todo o mundo.
Portugal acompanhou a história da vacinação. O Plano Nacional de Vacinação tem sido actualizado ao longo dos anos com a inclusão de mais vacinas adaptando-se à evolução da ocorrência de diversas doenças na população portuguesa e reconhecendo o inestimável benefício das vacinas.
Aderir à vacinação é defender uma atitude de prevenção.
As doenças infecciosas são doenças por norma transmissíveis, provocadas por um agente externo como um vírus, uma bactéria ou um parasita. Por outro lado, as vacinas são medicamentos que previnem as doenças infecciosas. Este medicamento é constituído por uma substância quimicamente semelhante ou derivada de um agente infeccioso causador de uma doença específica. Isto é, as vacinas são responsáveis por preparar o organismo para lutar contra doenças infecciosas, estimulando o sistema imunitário depois de reconhecer o agente invasor, produzindo anticorpos e proporcionando a eliminação do agente patogénico.
A COVID-19 tem uma mortalidade de cerca de 2%, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. Portanto, a alternativa é uma vacina que seja capaz de imunizar a maioria da população.
É importante entender que as vacinas são a forma mais efetiva de prevenir milhões de casos de doenças, deficiências ou mortes. Por coincidência ou não, no ano em que se procurava a aprovação da vacina contra a COVID-19, comemorou-se o 40º aniversário da erradicação da varíola, graças à vacinação.
A vacina gera imunidade, sendo segura, eficiente e uma importante aliada no controlo, combate e eliminação do vírus SARS-CoV-2 e protege não só quem a recebe, mas também a comunidade como um todo.
Cada pessoa que não se vacina contra a Covid-19 dá ao vírus uma hipótese melhor de sobrevivência.
Todos sabemos que a imunidade de grupo é essencial e que o ser humano não é a única espécie a utilizar o método de imunização coletiva.
Importa, acima de tudo, compreender que ao aceitares ser vacinado, estás a proteger quem está ao teu lado. A vacinação é um direito, mas também um dever! É fundamental para cada um de nós e para toda a sociedade.
COVID-19
Mais 18 mortes e 2.377 infectados nas últimas 24 horas
Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais 18 mortes e 2.377 novos casos de infecção por Covid-19, revela o boletim da Direcção-Geral da Saúde.
REGIÃO
Candidato à Assembleia Municipal de Esposende quer habitação no Plano de Recuperação e Resiliência
Manuel Pereira, candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Assembleia Municipal de Esposende, apontou a habitação com um dos grandes desafios do concelho.
TERRAS DE BOURO
Ruas iluminadas para evocar São Brás
As ruas de Terras de Bouro estão iluminadas a preceito, tendo em conta a festa de São Brás, que este ano será apenas marcada de forma simbólica devido à Covid-19.
REGIÃO
Póvoa de Lanhoso promove esta noite caminhada noturna Flower Power
A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso promove, esta sexta-feira, dia 6 de agosto, uma caminhada noturna alusiva ao tema «Flower Power».
OPINIÃO
Combate ao cancro do ovário
Artigo de Maria do Céu Morais
Enfermeira Especialista de Saúde Pública
Unidade de Saúde Pública do ACeS Cavado II Gerês Cabreira
Sabia que o cancro do ovário é a neoplasia do aparelho genital feminino que apresenta maior taxa de mortalidade? É a 7ª causa de morte feminina no mundo, segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC). O cancro do ovário é raro, mas é dos mais perigosos. Um estudo apurou que a maioria das mulheres sabe pouco sobre a doença.
Atingindo, sobretudo, mulheres no período peri e pós menopausa (a idade média é de 54 anos), apresenta uma taxa de mortalidade de cerca de 70%, de acordo com um estudo da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Em Portugal, são diagnosticados, todos os anos, mais de 350 novos casos de cancro do ovário.
Os ovários fazem parte do aparelho reprodutor feminino e estão localizados na pélvis. Cada ovário é mais ou menos do tamanho de uma amêndoa. Os ovários produzem as hormonas femininas – estrogénio e progesterona e libertam óvulos que se deslocam a partir de cada ovário, através da trompa de Falópio em direcção ao útero. Quando a mulher está na menopausa, os ovários deixam de libertar óvulos e produzem níveis hormonais muito inferiores. Ao contrário do que acontece com outros tipos de cancros, que permitem um diagnóstico em fase inicial, o cancro do ovário constitui uma doença silenciosa, tendendo a dar sintomas em fases mais avançadas. O diagnóstico do cancro do ovário não é fácil, pelo que na maioria dos casos, quando o problema existe, o grau de compromisso do organismo é bastante elevado, o que condiciona a possibilidade do tratamento.
Quem Está em Risco?
Nem sempre é possível explicar o porquê de algumas mulheres sofrerem de cancro do ovário e outras não. Contudo, sabe-se que uma mulher com determinados factores de risco está mais predisposta a ter cancro do ovário.
Estudos realizados determinaram os seguintes factores de risco para o cancro do ovário:
- Antecedentes familiares de cancro: as mulheres cuja mãe, filha (s) ou irmã (s) têm ou tiveram cancro do ovário apresentam um risco acrescido de desenvolver a doença. As mulheres com antecedentes familiares de cancro da mama, útero, cólon ou do recto podem, de igual modo, apresentar um risco acrescido para desenvolver cancro do ovário.
- Antecedentes pessoais de cancro: as mulheres que já tiveram cancro da mama, útero, cólon ou recto apresentam um risco acrescido de vir a desenvolver cancro do ovário.
- Idade superior a 55 anos: a maioria das mulheres diagnosticadas com cancro do ovário tem mais de 55 anos.
- Nunca ter engravidado: as mulheres com idade avançada e que nunca tenham engravidado, apresentam um risco acrescido de desenvolver cancro do ovário.
- Terapêutica hormonal na menopausa: alguns estudos sugerem que as mulheres que fazem terapêutica hormonal apenas com estrogénio (sem progesterona), durante 10 ou mais anos, podem apresentar um risco acrescido de desenvolver cancro do ovário.
O facto de apresentar um factor de risco não significa que a mulher sofra, ou venha a sofrer de cancro do ovário. A maioria das mulheres que apresenta factores de risco não desenvolve cancro do ovário.
Combater o silêncio do cancro
Contornar a forma assintomática do cancro do ovário implica assim, o cumprimento de plano regular de visita ao seu médico família e a realização de exames de diagnóstico que permitam a deteção atempada da doença. As mulheres acima dos 55 anos e mulheres que apresentem fatores de risco associados ao cancro do ovário, deverão ser especialmente cuidadosas em relação à vigilância.
Sintomas de Alerta
O cancro do ovário em fase inicial não causa sintomas óbvios. Porém, à medida que o cancro evolui, podem surgir os seguintes sintomas:
- Pressão ou dor no abdómen, pélvis, costas ou pernas;
- Dor de estômago, abdómen inchado ou sensação de “empanturrado”;
- Náuseas, indigestão, gases, obstipação (prisão de ventre) ou diarreia;
- Sensação constante de grande cansaço;
- Alguns sintomas menos frequentes são:
- Falta de ar;
- Vontade constante de urinar
- Hemorragias vaginais invulgares (períodos de grande fluxo ou hemorragia, após a menopausa)
- Dor durante a relação sexual.
Na maioria dos casos, estes sintomas podem não ser indicadores de cancro, embora apenas o médico possa afirmá-lo com exatidão.
Ficar atenta a quaisquer alterações e procurar um médico rapidamente é imperativo! A vigilância é a principal arma no combate ao cancro do ovário, uma patologia que é a 7ª causa de morte feminina em todo o mundo. A prevenção é sempre a melhor arma!
Fonte: Liga Portuguesa Contra o Cancro – https://www.ligacontracancro.pt/
AMARES
Dia Internacional da Juventude comemorado com entrada livre nas piscinas
A Câmara de Amares volta a assinalar, a 12 de Agosto, o Dia Internacional da Juventude, dando livre acesso aos jovens cuja idade não ultrapasse os 30 anos às piscinas municipais de Amares e Caldelas.
UMINHO
UMinho com quase 3000 vagas no concurso nacional de acesso
A Universidade do Minho disponibiliza 2928 vagas no concursonacional de acesso ao ensino superior, em 2021/22, mais 13 do que no último ano letivo. Dos 57 cursos com vagas a concurso, supera-se a centena de vagas em Engenharia Informática (170), Engenharia e Gestão de Sistemas de Informação (140), Medicina (120) e Direito (110), havendo diversos cursos muito próximos da centena.
AMARES
Baloiço do Urjal é a nova atracção dos curiosos
O Monte do Urjal, em Seramil, Amares, já conta com um baloiço panorâmico que permite uma ampla vista sobre a paisagem.