O projeto do futuro Pavilhão Multiusos de Amares voltou a ser discutido na reunião do executivo municipal realizada esta manhã, com o vereador independente Álvaro Silva a defender que a iniciativa deve ser repensada, incluindo a sua localização.
A intervenção surgiu após o vereador do Partido Socialista, Pedro Costa, ter pedido um ponto de situação sobre o processo e questionado a possibilidade de alteração do local onde está previsto o equipamento.
Álvaro Silva, eleito pelo movimento independente Renascer Amares, considerou positiva a decisão do executivo de suspender o projeto devido à falta de recursos financeiros, mas defendeu que este momento deve servir para uma reflexão mais profunda.
“Defendo que o projeto carece de melhor ponderação e avaliação”, afirmou o autarca, manifestando dúvidas quanto à adequação da localização inicialmente prevista, no Parque Desportivo de Amares.
Segundo Álvaro Silva, a dimensão do equipamento poderá ter impacto na qualidade de vida dos residentes na zona envolvente. “Tenho dúvidas de que seja o sítio ideal. Temo que tire qualidade de vida aos habitantes da área”, referiu, sugerindo que o município tenha “a mesma coragem” para ponderar uma eventual mudança de localização.
Também o vereador socialista Pedro Costa reiterou a sua posição crítica relativamente ao processo, sublinhando que sempre considerou o concurso lançado anteriormente “extemporâneo”. Apesar de concordar com a suspensão do projeto, pediu esclarecimentos sobre os próximos passos e sobre eventuais contactos ou mudanças em estudo.
EMANUEL MAGALHÃES: «Há um projecto planeado para o local e não vamos fazer divergências»
Em resposta, o presidente da Câmara Municipal de Amares, Emanuel Magalhães, garantiu que o município continuará a trabalhar no projeto, mas apenas quando estiver assegurado o financiamento necessário.
“Não faço nem coloco a concurso sem ter recursos financeiros. Não atiro a toalha ao chão, mas vamos trabalhar com ponderação”, afirmou o autarca.
Emanuel Magalhães recordou que o investimento previsto ronda os cinco milhões de euros, valor ao qual acrescem as infraestruturas necessárias, sublinhando que o município aguarda por eventuais subvenções ou apoios financeiros.
O presidente da autarquia acrescentou ainda que o executivo não pretende comprometer outros investimentos considerados prioritários para o concelho, como a construção de uma estação de tratamento de água e a intervenção em centros escolares.
Quanto à possibilidade de alterar o local do futuro equipamento, tema que tem sido debatido na praça pública e nas redes sociais, o autarca foi claro: “Há um projeto planeado para o local e não vamos fazer divergências”, afirmou, reiterando que, para já, a localização prevista se mantém.












