O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Paulo Raimundo, anunciou este sábado a intenção de propor um aumento intercalar de 50 euros em todas as pensões a partir de 1 de julho, como resposta ao que considera ser um “brutal aumento do custo de vida”.
A proposta foi avançada à margem de uma visita à feira agropecuária Ovibeja, onde o líder comunista sublinhou que a medida visa apoiar “milhares e milhares de reformados” que enfrentam dificuldades acrescidas, agravadas pelo aumento dos preços, em particular na alimentação.
Segundo Paulo Raimundo, os pensionistas já viviam uma situação exigente, mas o atual contexto económico tornou-a ainda mais difícil, afetando de forma mais significativa os mais idosos, cujo orçamento é mais pressionado por despesas essenciais.
O PCP já formalizou a intenção de levar a proposta ao parlamento, defendendo que o aumento deve ser incorporado no valor base das pensões, ao contrário dos suplementos extraordinários adotados pelo Governo, garantindo assim efeitos duradouros no rendimento dos beneficiários.
A posição surge numa altura em que o debate político sobre as pensões se intensifica. No parlamento, o primeiro-ministro Luís Montenegro admitiu a possibilidade de novos apoios extraordinários, mas considerou prematuro avançar já com aumentos permanentes, condicionando qualquer decisão à evolução das contas públicas.
Também o secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, tem defendido medidas mais estruturais para melhorar as pensões mais baixas, apelando a uma resposta duradoura face ao aumento do custo de vida.
A proposta comunista será agora discutida no quadro parlamentar, num contexto marcado por divergências quanto à melhor forma de apoiar os pensionistas e garantir a sustentabilidade do sistema de Segurança Social.












