Calor extremo coloca Minho sob alerta máximo: temperaturas podem chegar aos 42 ºC

O Minho enfrenta este sábado um dos dias mais quentes do ano, com temperaturas que poderão atingir os 42 ºC em alguns locais, de acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Depois de uma noite tropical, com mínimas próximas dos 21 ºC, os termómetros deverão subir de forma acentuada ao longo do dia, colocando os distritos de Braga e Viana do Castelo entre os mais afetados pelo calor extremo.

Perante este cenário, o IPMA colocou 14 distritos de Portugal continental sob aviso vermelho, o nível máximo de alerta meteorológico, devido à persistência de temperaturas excecionalmente elevadas.

Em paralelo, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil mantém a situação de alerta em todo o território continental até segunda-feira, face ao agravamento do perigo de incêndio rural. Grande parte do país encontra-se em risco máximo ou muito elevado de incêndio, tendo sido reforçado o dispositivo nacional de combate.

Também a Direção-Geral da Saúde (DGS) ativou o Nível 2 – Laranja do Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde, correspondente a uma situação de risco elevado para a saúde pública. A medida prevê um reforço da monitorização, da articulação entre entidades e da capacidade de resposta dos serviços de saúde perante os efeitos das temperaturas extremas.

As autoridades alertam que o calor intenso representa um risco acrescido, sobretudo para idosos, crianças, pessoas com doenças crónicas e cidadãos em situação de maior isolamento, apelando à adoção de medidas preventivas.

Entre as recomendações destacam-se a ingestão frequente de água, mesmo sem sensação de sede, a permanência em locais frescos ou climatizados, a utilização de vestuário leve e claro, a redução da exposição solar durante as horas de maior calor e a limitação de esforços físicos intensos.

É igualmente aconselhado que familiares, vizinhos e cuidadores mantenham especial atenção às pessoas mais vulneráveis, assegurando que permanecem hidratadas e protegidas dos efeitos das altas temperaturas.

Face ao elevado risco de incêndio rural, a Proteção Civil recorda ainda que é fundamental cumprir as restrições em vigor e evitar qualquer comportamento que possa provocar ignições, numa altura em que as condições meteorológicas favorecem a rápida propagação das chamas.

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