AMARES -
Câmara e ACeS Gerês/Cabreira promovem reunião com presidentes de Junta do concelho

A Câmara de Amares e a Direcção Executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) Gerês/Cabreira acordaram agendar uma reunião, com todos os presidentes de Junta do concelho, para discutir o estado dos cuidados de saúde primários no concelho.

O presidente da autarquia, Manuel Moreira, disse ao jornal “O Amarense” que a reunião vai ser marcada na segunda semana de Outubro e deverá ser realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

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A decisão foi tomada esta quarta-feira depois de um encontro de trabalho entre o autarca e o Director Executivo do ACeS Gerês/Cabreira, Nuno Oliveira, para quem «faz todo o sentido» ter uma reunião com os presidentes de Junta para «fazer um ponto de situação» sobre o estado da saúde no concelho.

«No período de Junho a Agosto, em Amares, houve um aumento de 15,3% das consultas – presenciais e não presenciais – de medicina geral e familiar em relação ao período homólogo do ano passado. Reconhecemos que há dificuldades e constrangimentos decorrentes da situação que vivemos, mas estamos a trabalhar nas soluções», destacou, ao jornal “O Amarense”, o responsável de saúde.

Nuno Oliveira sublinha ainda que, entre Abril e Junho, «foram atendidas mais seis mil chamadas telefónicas» do que no mesmo período do ano passado e que o modelo actual, que conjuga consultas presenciais e não presenciais, permite «chegar a mais pessoas» dado os condicionalismos impostos pela pandemia Covid-19.

«A reunião serviu precisamente para apresentarmos alguns destes dados, que apresentaremos também no encontro com os presidentes de Junta. Realço a atitude do presidente da Câmara ao reunir connosco para saber que trabalho está a ser realizado, em contraponto com algumas declarações alarmistas que foram feitas nos últimos dias e deixaram tristes os profissionais de saúde do concelho», frisou.

Na passada sexta-feira, tal como “O Amarense” então noticiou, o presidente da Junta de Caldelas, Paranhos e Sequeiros, José Almeida, interveio na Assembleia Municipal, dizendo que «não há saúde primária em Amares».

A Assembleia acabou por aprovar uma “moção de desagrado” sobre o modo de funcionamento do Centro de Saúde de Amares.