REGIÃO –  CIM Cávado debateu oportunidades e dificuldades na gestão da floresta minhota

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CIM Cávado debateu oportunidades e dificuldades na gestão da floresta minhota

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado e a Agência de Energia e do Ambiente do Cávado promoveram uma sessão sob o tema ‘Oportunidades e Dificuldades na Gestão da Floresta no território do Cávado / Minho’A sessão, que decorreu nas instalações da CIM Cávado, foi aberta pelo presidente do Conselho Intermunicipal do Cávado, Ricardo Rio, o tema foi apresentado por Luís Braga da Cruz na qualidade de Presidente da Direção da ‘Forestis – Associação Florestal de Portugal’.

Na abertura da sessão, Ricardo Rio, também presidente da Câmara de Braga, salientou “a relevância do tema e do momento em que o evento ocorria, numa conjuntura de grande pressão sobre a floresta”, e o facto da sessão ter sido suscitada por um propósito partilhado entre o Conselho Executivo e a Assembleia Intermunicipal do Cávado.

Já Luís Braga da Cruz começou por apresentar a Forestis enquanto associação de produtores florestais “muito experiente e muito capacitada, e com muito trabalho de grande relevância realizado na região”.

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Abordou ainda a importância estratégica do associativismo Florestal especialmente nos territórios do minifúndio, do cadastro florestal, e fez a apologia das ZIF – Zona de Intervenção Florestais na perspectiva da rentabilização da actividade florestal, especialmente na promoção da gestão florestal integrada e também no acesso aos fundos públicos com origem no Portugal 2020.

Luís Braga da Cruz teceu diversas considerações sobre a “certificação florestal”, como “figura desejável e até urgente para o sector”, porque “facilita aos produtos da floresta o acesso aos mercados nacionais e estrangeiros mais exigentes, acrescentado sempre valor ao produto”.

No encontro ficou sublinhado que “a floresta é um factor decisivo no futuro da sociedade portuguesa, enquanto espaço multifuncional de muito elevado valor ambiental e económico, com dimensão geradora de emprego e de economias locais muito importantes. É também o elemento que mais e melhor compõe a paisagem, especialmente a riquíssima paisagem do Minho”.

Participaram na sessão o presidente da Assembleia Intermunicipal Joaquim Barbosa, vereadores com o pelouro da Floresta, diversos deputados intermunicipais, representantes dos Gabinetes Técnicos Florestais dos municípios do Cávado, da Associação Florestal do Cávado, da AEAC e da CIM, e de diversas instituições locais e regionais.

Na sessão de encerramento o primeiro secretário executivo da CIM, Luís Macedo, anunciou para breve a constituição de um Gabinete Florestal Intermunicipal que “garantirá o reforço da cooperação estratégica na gestão e reorganização das responsabilidades municipais relativamente à floresta”.