Os eleitos do Partido Social Democrata (PSD) na Câmara Municipal de Vieira do Minho votaram contra a proposta de aquisição da Casa do Outeiro, pelo valor de 550 mil euros, defendendo que o Executivo municipal não apresentou fundamentação técnica, financeira ou estratégica que justifique o investimento.
A proposta, entretanto aprovada, prevê a instalação da futura Casa da Memória no imóvel, mas, segundo a oposição, não explica por que motivo este edifício é considerado indispensável, nem demonstra que tenham sido avaliadas alternativas, incluindo património já pertencente ao Município.
O PSD levanta ainda dúvidas sobre a localização do imóvel, situado a curta distância da Casa da Cultura – Casa de Lamas, questionando como serão definidos os papéis de cada equipamento e se haverá risco de duplicação de funções e custos de funcionamento.
Os sociais-democratas criticam também o que consideram ser um desfasamento de prioridades, referindo que continuam por concretizar investimentos considerados essenciais em várias freguesias do concelho, alguns dos quais chegaram a estar previstos em financiamento bancário aprovado pela Assembleia Municipal e posteriormente retirados pelo Executivo.
A oposição alerta ainda que o valor de 550 mil euros corresponde apenas à aquisição do imóvel, sublinhando que o investimento total será significativamente superior com a reabilitação, adaptação museológica, equipamento, manutenção e funcionamento, sem que, alegadamente, tenha sido apresentado qualquer valor global estimado.
“Os vieirenses esperam que os recursos municipais sejam aplicados onde fazem maior diferença na vida das pessoas”, referem os eleitos do PSD, defendendo uma gestão baseada em critérios de prioridade e rigor financeiro.
CASA DA MEMÓRIA
Apesar das críticas, o Município de Vieira do Minho assinou já o contrato-promessa de compra e venda da Casa do Outeiro, situada no centro da vila, avançando com o projeto da futura Casa da Memória.
A cerimónia simbólica assinalou o arranque formal da iniciativa, que pretende valorizar a identidade cultural do concelho através da criação de um espaço dedicado à preservação da história e tradições locais.
O presidente da Câmara sublinhou que o processo representa um momento estruturante para o concelho, destacando a importância de salvaguardar um edifício emblemático e de o transformar num polo cultural aberto à comunidade, escolas e visitantes.
Com este passo, o município avança com um projeto que considera estratégico para a valorização do património e da identidade vieirense, enquanto a oposição insiste na necessidade de maior clareza sobre custos globais e prioridades de investimento.












