Os ossos de quatro bebés e o corpo de um recém-nascido foram encontrados em caixas de cartão no sudeste de França, no apartamento de uma família cuja mulher tinha acabado de ter um filho, anunciou esta terça-feira o Ministério Público francês.
A mulher “tinha acabado de ter um filho [no domingo] em casa antes de ser levada para o hospital”, sem que este soubesse da gravidez. De acordo com os meios de comunicação franceses, o homem, de 32 anos, ficou “perturbado ao saber da gravidez da companheira”.
Em particular por “mais uma vez” o ter descoberto tardiamente, evidenciando que esta não teria sido a primeira vez. Segundo o Le Parisien, esta foi a terceira vez que ela negou a gravidez. Na casa, o companheiro da mulher começou a “buscar” e descobriu “o que pareciam ser restos humanos”.
Já em casa, o homem encontrou “o que pareciam ser restos humanos”, segundo confirmou o Ministério Público francês. Perante a descoberta, avisou o centro hospitalar da cidade de Orange, onde viviam, que alertou o Ministério Público. A polícia revistou a residência do casal, um apartamento no centro de Orange, na noite de segunda-feira.
Um médico legista considerou “que os ossos e o corpo em decomposição descobertos pertenceriam a cinco bebés”, indicou o Ministério Público, confirmando informações de fontes próximas da investigação. Foi ainda aberto um inquérito pelo homicídio de uma menor de 15 anos, de acordo com o jornal Le Parisien.
Será realizada uma autópsia ao corpo e os ossos serão analisados em laboratório.
A mãe, também de 32 anos e ainda hospitalizada na sequência do parto, ainda não foi ouvida pelos investigadores, de acordo com a justiça francesa.
O marido “afirmou desconhecer as possíveis gravidezes da companheira” e foi liberado. De acordo com o Le Parisien, o casal teria discutido sobre o conteúdo da caixa onde o homem acabaria por encontrar o corpo em decomposição e os outros de outros bebés.
O casal, que tem ainda dois filhos de 8 e 9 anos, vive no segundo andar de um edifício antigo, a poucos passos do teatro de Orange.
No caso mais grave de infanticídio em França, Dominique Cottrez, uma antiga auxiliar de enfermagem, matou oito recém-nascidos cujos corpos foram descobertos em 2010, enterrados no jardim dos pais e também na garagem. Foi condenada em 2015, então com 51 anos, a nove anos de prisão.




