ULS de Braga realizou 2.048 consultas de dor crónica no primeiro semestre deste ano

No Dia Nacional da Luta Contra a Dor, a Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga destaca o trabalho multidisciplinar da Consulta da Dor Crónica, que apoia diariamente centenas de pessoas na gestão e controlo da dor e que, no primeiro semestre deste ano, já realizou 2.048 consultas.

Em 2024, esta unidade realizou 4.195 consultas médicas e de enfermagem, presenciais e não presenciais. Só no primeiro semestre de 2025, já foram concretizadas 2.048 consultas, o que reflete a dimensão e a importância crescente desta resposta assistencial.

No que diz respeito às sessões de hospital de dia, foram acompanhados, em 2024, 226 utentes em 350 sessões ao longo do ano. No primeiro semestre de 2025, realizaram-se cerca de 180 sessões a 165 utentes.

“A dor crónica é hoje reconhecida como uma doença e, como tal, necessita de cuidados de saúde mais direcionados”, explica Filipe Antunes, coordenador da Unidade Funcional de Dor Crónica da ULS Braga. “O nosso objetivo é reduzir o sofrimento e promover a maior autonomia funcional possível, utilizando todos os meios terapêuticos disponíveis — desde técnicas farmacológicas a abordagens físicas e psicológicas”, acrescenta.

A consulta, de funcionamento diário, integra uma equipa multiprofissional, composta por médicos, enfermeiros e psicólogos com experiência no tratamento da dor, oferecendo técnicas diferenciadas de avaliação e tratamento que permitem apoiar tanto utentes referenciados pelos cuidados de saúde primários, como aqueles que necessitam de intervenção hospitalar.

A equipa de enfermagem assume um papel central neste acompanhamento. O seu trabalho combina conhecimento técnico e sensibilidade humana, assegurando uma avaliação sistemática e personalizada da dor, numa abordagem que considera as dimensões física, emocional, social e espiritual da pessoa.

“O enfermeiro com experiência em dor crónica alia o conhecimento clínico ao cuidado empático, promovendo a literacia em saúde e a autogestão eficaz da dor”, sublinha Ivo Ribeiro, em representação da equipa de enfermagem da Consulta de Dor Crónica da ULS Braga.

A avaliação é realizada com recurso a escalas e questionários clínicos, que permitem identificar a evolução, intensidade, duração e impacto da dor nas atividades de vida diária — desde o sono e o apetite, até à mobilidade e bem-estar emocional.

Em contexto de internamento, “os enfermeiros de dor crónica trabalham em estreita articulação com outros profissionais de saúde, delineando estratégias de controlo da dor farmacológicas e não farmacológicas, monitorizando diariamente os utentes e prestando consultoria às equipas envolvidas nos cuidados diretos”, explicam Ana Rita Oliveira e Filipa Moreira, da equipa de enfermagem da Consulta de Dor Crónica da ULS Braga.

“Combater a dor é devolver qualidade de vida às pessoas”, conclui Filipe Antunes, sublinhando que a luta contra a dor é também “um compromisso com a dignidade, o conforto e a esperança de cada pessoa que sofre”.

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