“Pouca vergonha”. Pedro Costa critica política de atribuição de subsídios da Câmara de Amares

O vereador do PS Pedro Costa disse, esta quinta-feira, que a política de atribuição de subsídios da Câmara de Amares é uma “pouca vergonha” e feita “de forma arbitrária”, defendendo que o município precisa de critérios objetivos para regular este tipo de situação.

Em causa está o facto de a autarquia ter rejeitado um pedido feito pela ALAREC – Associação Lago Recreativo e Cultural para o evento Lago em Flor, o que o vereador socialista contestou, dizendo que a decisão “causa estranheza”.

“Qual o critério para a atribuição de subsídios por parte do município de Amares? São atribuídos de forma arbitrária? À la carte? Em função de quem o pede, da cor do partido?”, questionou, aludindo a outros pedidos semelhantes que já foram aprovados.

Para Pedro Costa, o município deve começar a trabalhar num regulamento “claro e transparente”, com “critérios claros e sérios”, que permita fazer uma “boa gestão dos dinheiros públicos”. “Atribuir 50% do valor do orçamento que é apresentado, como tem sido feito por este município, não é critério”, apontou.

Na resposta, o vice-presidente da Câmara, João Januário Barros (PSD), disse que a ALAREC recebe um subsídio anual de apoio ao associativismo e que, no âmbito deste evento em particular, o município disponibilizou “nove tendas, um contador e 20 grades, que foi o que foi pedido”.

Sobre a política de atribuição de subsídios extraordinários para eventos, garantiu que “o critério é muito simples”: “É o critério de quem define a política do município enquanto eventos que entendem apoiar”, salientou o vice-presidente da autarquia.

Para Pedro Costa, a resposta de João Januário Barros evidencia que “o critério é político”. “Na minha opinião, isto é uma pouca vergonha”, enfatizou.

Na reunião desta quinta-feira, o executivo aprovou, por maioria, um apoio financeiro à Junta de Freguesia de Lago para a realização do evento Lago com Vida, no valor de cerca de 6.400 euros, que corresponde a 50% do orçamento apresentado pela Junta.

“Isto demonstra claramente a incoerência do critério”, defendeu Pedro Costa, que se absteve na votação, tal como Delfim Rodrigues (PS) e Álvaro Silva (Renascer Amares).

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