O presidente da Câmara de Amares, Emanuel Magalhães, pediu esta quinta-feira “responsabilidade” ao vereador do movimento Renascer Amares, Álvaro Silva, desafiando-o a “concretizar insinuações” feitas nas reuniões de executivo. O vereador independente respondeu que “o tempo do quero, posso e mando já passou” e garantiu que não é “bajulador”.
O vereador do Renascer Amares pediu que o município seja “transparente” na comunicação com a comunidade escolar, que “espera há demasiado tempo por esta intervenção”, sublinhando que o concelho “precisa de obras concretizadas e não anunciadas”.
A intervenção acabou por merecer um comentário do presidente da Câmara, Emanuel Magalhães (PSD), que disse que Álvaro Silva “permanentemente fala em transparência e seriedade” e pediu que o vereador “concretize” aquilo que realmente quer dizer. “Se o senhor é sério, os outros também são”, garantiu.
Emanuel Magalhães afirmou que, nas intervenções feitas no órgão executivo, Álvaro Silva “põe em causa técnicos e vereadores” e sublinhou que os concursos públicos “obedecem a regras e procedimentos”. “Na política temos direito a opiniões diferentes, mas de uma vez por todas temos de ter responsabilidade. Começo a ficar cansado de algumas coisas que são ditas de forma irresponsável”, afirmou o autarca.
Na resposta, Álvaro Silva disse que “já passou o tempo do quero, posso e mando” e garantiu que não é vereador para “dar conforto” ao presidente da Câmara. “Fui eleito para representar mais de duas mil pessoas que não concordam com o que o senhor apregoa. Não estou aqui para o bajular”, vincou.












