AMARES - Pedro Costa diz que «contas do Município prenunciam descalabro financeiro»

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Pedro Costa diz que «contas do Município prenunciam descalabro financeiro»

Foram a aprovar, na última reunião de Câmara, os documentos da prestação de contas de 2018 do Município de Amares. Tal matéria mereceu, da parte do Vereador do Município Pedro Costa, uma tomada de posição pública. Em nota enviada à nossa redacção, o socialista refere que os documentos revelam «indicadores preocupantes, que denunciam um modelo de gestão autárquica desajustado, que encaminhará o Município para um grave estado de estrangulamento financeiro».

Na mesma nota, o socialista aponta que «a surpreendente taxa de execução do Plano Plurianual de Investimentos (PPI) desmentiu a coligação PSD/CDS em funções. De facto, o plano de investimentos regista uma execução pobríssima de apenas 62%, de onde se destacam negativamente os inacreditáveis 9% de execução no “ordenamento território”, 15% no “desporto, recreio e lazer”, ou 24% na desesperante “rede viária” que temos», acrescentando «se subtrairmos na execução deste PPI as amortizações de dívida e as transferências de capital para as instituições, ficamos com uma taxa inacreditável de 44% na execução real de investimentos! Pobre, muito pobre para quem tanto investimento prometeu!».

«SUBIDA VERTIGINOSA DA DÍVIDA»

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O socialista vai mais longe nas críticas e afirma que a «subida vertiginosa» da dívida no Município de Amares é um «facto comprovado».

«A dívida está já fixada nos cerca de 7 milhões €, que com a contracção de créditos de financiamento aprovados na mesma reunião – que ultrapassará os 3 milhões € no total – vai explodir para lá dos 10 milhões €, atingindo valores incomportáveis para a realidade de Amares», lembra, prosseguindo, «se somarmos a isto o aumento de custos com pessoal, que serão definitivos – como indicador refira-se um aumento de 82.000€ só em novos postos de trabalho em 2018 – está fácil de adivinhar um futuro em que o equilíbrio financeiro estará irremediavelmente comprometido, se não for invertida esta tendência desastrosa. De resto, o Relatório de Gestão já indica uma forte quebra na liquidez financeira, o que indicia problemas na tesouraria que se agravaram em 2018», menciona.

«FALTA DE TRANSPARÊNCIA E OMISSÃO DA INFORMAÇÃO»

Pedro Costa sublinha ainda que «os documentos aprovados pela maioria da coligação em funções executivas na Câmara de Amares ficam a dever à transparência, por omissão de informação relevante para uma análise mais completa da situação financeira da autarquia».

«Há rubricas com designação de “outros”, dotadas de grandes volumes financeiros, sem um mapa de apoio para identificação da despesa, para sabermos do que se trata», atira.

Para concluir, o socialista diz que «apesar do Município ter um maior quadro de pessoal, com a maior equipa de nomeação política de sempre, a gestão não consegue evitar 3 milhões € em “aquisição de serviços” e mais de 900 mil € em “outros trabalhos especializados, pareceres, consultoria, etc.”».