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OPINIÃO -
A relevância do marketing inclusivo

Os consumidores mais jovens como os Millennials e Geração Z estão cada vez mais sensibilizados e recetivos na promoção de uma maior autenticidade, variedade de experiências, exclusividade e diversidade nas campanhas de comunicação e publicidade, bem como, na compra de produtos e serviços que correspondam a estes propósitos.

A promoção da igualdade, tem vindo a ser uma prática corrente desde a década de 80 e 90, com campanhas como as da Benetton procurado sensibilizar e alterar o comportamento das pessoas para os temas raciais, a violência doméstica, as doenças sexualmente transmissíveis, a pobreza, igualdade de género, questões políticas, sociais, religiosas, entre outros, utilizando imagens incómodas, impactantes, criativas e irreverentes colocadas nas várias campanhas de publicidade.

Atualmente, as marcas estão a desenvolver estratégias mais realistas, relativamente à moda feminina, como por exemplo a Dove que tem procurado incluir mulheres autenticas, figuras públicas e influenciadores digitais, da forma mais realista e natural, procurando sensibilizar para a beleza natural feminina, inclusiva e autêntica.

A Unilever procura corresponder às necessidades das consumidoras, promovendo campanhas de comunicação baseadas em ações concretas, conteúdos inclusivos e abrangentes, baseadas em histórias e testemunhos de mulheres reais, de diferentes etnias, géneros, religiões procurando promover a sua confiança e auto estima.

A responsabilidade social da MEO é outro exemplo onde a sua campanha que promoveu a diversidade com pessoas reais relatando as vivências da crise dos refugiados, pobreza, terceira idade, violência domestica, conservação ambiental, substituição do plástico, limpeza dos oceanos e empregabilidade inclusiva. 

Marcas como a Netflix, Procter & Gamble, Nike e Coca Cola estão a desenvolver também estratégias de comunicação e açao relativamente à proibição da discriminação baseada na identidade de género, procurando cultivar a diversidade sexual, bem como, o envolvimento positivo com a sociedade, assente na equidade e diversidade. 

Neste sentido, o marketing inclusivo tem vindo a reforçar a diversidade, equidade e inclusão, procurando promover a personalidade, os valores, propósito social, sustentabilidade ambiental para um público cada vez mais sensível e responsável, na procura de soluções globais e responsáveis nas diferentes dimensões da evolução humana.

OPINIÃO -
A relevância do inbound marketing

Artigo de Manuel Sousa Pereira

 

O inbound marketing pode caracterizar-se por um conjunto de técnicas e atividades com o objetivo de atrair e envolver de forma criativa e dinâmica os seu público-alvo, ao contrário do outbound marketing cujo objetivo é definir campanhas de comunicação e publicidade, de forma tradicional, com capacidade de conquistar clientes.

Este conceito terá surgido inicialmente, em 1999 com o livro “Permission Marketing” de Seth Godin, e depois em 2009, nos EUA, com o livro de Brian Halligan e Dharmesh Shah com o título “Inbound marketing get found using google media and blogs”. A ideia central consiste na criação de ações concertadas para atrair potenciais clientes, surpreender, captar a sua atenção e conquistá-los como cliente e promotores da marca.

Alguns dos principais benefícios do inbound marketing são: aumentar a visibilidade da marca, gerar tráfico de qualidade e e leads qualificados, convertendo mais rapidamente contatos em clientes, reduzindo o custo de aquisição de cliente, gera um maior retorno de investimento, contribuindo desta forma, para um maior envolvimento entre a marca e o cliente.

O SEO (Search Engine Optimization) ou otimização de mecanismos de pesquisa (sites, blogues, redes sociais, e-mail marketing) constitui um ferramenta fundamental para proporcionar bons resultados orgânicos nos motores de busca e consequentemente, um melhor posicionamento (visitas, clientes e relevância digital) obtendo simultaneamente, maior interesse, maior proximidade e melhor visibilidade junto do público-alvo. 

Segundo estatísticas de hábitos e preferências de compra de clientes on-line, (marketing sherpa) podemos verificar algumas dados estatísticos, tais como: 68% dos compradores on-line gastarão um tempo considerável lendo o conteúdo publicado por uma marca na qual estão interessados; os clientes B2B realizam, em média, 12 pesquisas antes de verificar o site de uma marca específica; 80% dos tomadores de decisão de negócios preferem obter informações da marca por meio de uma série de artigos do que de anúncios; 83% dos compradores de tecnologia on-line encontraram seu fornecedor por meio da pesquisa do Google. 

Assim, é fundamental construir conteúdos interessantes, eficientes e capazes de captar a atenção, promovendo emoção e gerando valor aos clientes e simultaneamente à marca, através de benefícios concretos atuais e futuros, alcançando desta forma, credibilidade e confiança promotores do envolvimento e fidelização dos clientes.

OPINIÃO -
Metaverso, uma nova realidade…

Por Manuel Sousa Pereira

 

Metaverso consiste num conjunto de ambientes virtuais, imersivos em 3D onde os utilizadores se conectam entre si, numa realidade paralela, simulando o mundo físico, e no qual as pessoas podem comunicar através de avatares, representações digitais, num espaço tridimensional, por forma a experienciar uma conexão o mais aproximada do mundo real.

Trata-se de uma experiência totalmente virtual e onde podemos ser aquilo que projetamos ser, sem limitações, imergindo numa experiência nova e em crescimento. Neste sentido, é também um novo mercado com experiências à medida do potencial das marcas e dos seus consumidores, em busca de algo por descobrir.

Esta ideia, não sendo totalmente nova, pois o o conceito “Second Life” criado em 1999 e desenvolvido em 2003, sendo um jogo, cujo significado era uma “segunda vida” ou vida paralela, para além da vida real, continhas aspetos semelhantes a esta nova realidade. Assim, os utilizadores do “Second Life” cresceram de forma significativa até 2007. Com o surgimento do Facebook, grande parte destes utilizadores migraram para as redes sociais, como Facebook, Twitter e outras redes.

Assim, o Metaverso é em termos práticos uma realidade aumentada, englobando aspetos culturais, sociais, económicos incorporados numa imersão digital conectada, utilizando um avatar, podendo encontrar amigos, assistir a espetáculos, adquirir obras de arte, divertir-se, tal como se fosse num mundo real.

O Metaverso sendo um ambiente virtual, algumas das tecnologias utilizadas são: realidade virtual, aumentada, blockchain, inteligência artificial, Machine Learnig, Deep Learning, NFTs (non-fungible-tokens) itens vindos do digital, podendo ser adquiridos e vendidos em todo o planeta (cripto moedas)

Nesta perspetiva, este ambiente virtual onde podemos experienciar e reproduzir uma vida diferente, ampliando os horizontes, criando um novo universo e uma nova realidade, abrindo também novas de diferentes possibilidades em termos sociais, culturais, e organizacionais, imergindo na conectividade e interativa dos jogos e da infinidade de opções…

OPINIÃO -
Omnicalidade, uma presença para o futuro…

Podemos definir omnicanalidade como uma convergência das atividades físicas e digitais, utilizando a tecnologia, colocando sempre o consumidor no centro. Na prática é a interligação entre on e o offline, na medida em que o mais importante é proporcionar uma experiência, confortável, adequada e relevante para o cliente.

A ideia central é proporcionar a experiência de compra perfeita e em sintonia com a expetativa do cliente, estando onde o cliente deseja. Assim toda a ação da empresa deve estar alinhada com os desejos e motivações do cliente, através da loja, através dos eventos, experiência positiva no atendimento, estando simultaneamente no site, app, redes sociais, email, sms, whatsapp garantindo continuidade no percurso do cliente.

A recente crise pandémica veio acelerar a utilização de uma estratégia diversificada de comunicação e distribuição de muitas marcas, procurando responder de forma rápida e adequada aos desejos dos clientes, estando onde estes estão, nas redes sociais, nas aplicações, nos smartphones, através de conteúdos inspiradores, revelando as histórias das marcas, diversificando os canais, ouvindo, seguindo e interagindo com proximidade e acompanhando as tenências, gostos e desejos dos clientes.

Para criar uma experiência relevante para o cliente é fundamental, escutar, observar e compreender o cliente, através da identificação aspetos, benefícios e fatores de diferenciação com significado e concentrar todos os esforços para experimentar, utilizar e envolver os clientes, sendo simultaneamente, experiências com valor para os clientes.

Alguns dos desafios da implementação da omnicanalidade são: o alinhamento da empresa com uma visão de longo prazo investindo na tecnologia, sustentabilidade ambiental, gestão de stoks e logística e estratégia de marketing, sendo fundamental descobrir as reais necessidades dos clientes com criatividade e espírito crítico para captando a “essência” dos clientes, envolvendo-os numa estratégia de parceria continuada e para o futuro.

Algumas das formas de envolver os clientes passam por estar onde estão os clientes: seguindo o percurso do cliente, determinar as preferências e formas de comunicação, seja pelas redes sociais, loja física, email, chatbot ou outra plataforma qualquer, desenvolver uma uniformidade da informação, criar uma cultura orientada para a sua satisfação, com o propósito de agregar todas as ações e atividades para uma experiência relevante e positiva e construir relacionamentos duradoiros fazendo dos clientes, os principais fans, advogados e construtores da marca.

Assim, para implementar a omnicanalidade é fundamental escutar, observar e compreender as reais necessidades dos clientes, procurando alinhar e agregar todos os meios físicos e online, de forma unificada, para corresponder de forma coesa e continuada, colocando o cliente no centro, de toda a estratégia empresarial.

OPINIÃO -
Dos recursos humanos à gestão de talentos

Opinião de Manuel Sousa Pereira

 

A gestão de recursos humanos consiste na gestão das pessoas, com os seus conhecimentos, habilidades e competências ao serviço das organizações, estando envolvida e alinhada na sua missão, visão e valores, procurando a realização e satisfação das pessoas envolvidas. 

Neste sentido, a designação de operários, assalariados, empregados, funcionários, trabalhadores estão cada vez mais em desuso e desadequados aos tempos atuais, na medida em que, cada vez são utilizados termos como: capital humano, gestão de pessoas e gestão de talentos, sendo o principal fator de diferenciação e de capacitação dos mesmos, motivando, envolvendo e potenciando as habilidades, competências de cada colaborador, alinhando-os com a cultura organizacional.

A partir dos anos 90 o termo passou a ser utilizado projetando uma dimensão mais cooperativa, participativa, procurando integrando todo o seu potencial na cultura da organização. Assim, a ideia central é que as pessoas são sempre mais que operários, funcionários, trabalhadores, que se focam nas suas tarefas e que as executam, como se fossem máquinas. Partindo desse pressuposto as organizações devem ser sistemas abertos, democráticos, proativos e participativos, onde a sua essência está na integração de vontades, talentos, habilidades alinhadas com a estratégia das organizações.

Segundo os dados da Eurostat, através do gabinete de estatísticas da União Europeia “Portugal é o país da Europa Ocidental com os salários mais baixos, 14 mil euros é o rendimento líquido que, em média um trabalhador solteiro sem filhos leva para casa no final de um ano de trabalho em Portugal. Quanto à carga fiscal a mesma fonte e segundo a OCDE refere que Portugal tem uma carga fiscal sobre o trabalho de 41,3% sendo uma das mais elevadas.

Assim, os desafios atuais e futuros passam por potenciar os talentos, motivando-os e procurando centrar a ação naquilo que os motivando-os, cativando-os, incorporando as suas habilidades, competências com as pessoas e para as pessoas. Torna-se imprescindível repensar as formas de incentivo, motivação e liderança nas organizações.

Um dos aspetos relevantes sobre esta temática consiste no conceito de âncoras de carreira formulado por Schein (1978) baseadas em talentos e habilidades, baseados no sucesso dos vários trabalhos realizados; motivos e necessidades, baseados no feedback de outras pessoas e da empresa e na autoavaliação ao enfrentar os vários desafios; atitudes e valores, baseados no confronto entre os valores e normas próprios e os da organização ou ocupação. 

Schein inicialmente descreveu cinco âncoras de carreira baseados nos dados coletados durante seus estudos (1978): autonomia/independência; segurança/estabilidade; competência técnica/funcional; competência gerência geral; criatividade empreendedora; serviço e dedicação a uma causa; puro desafio e estilo de vida. (Schein 1996).

Nesta perspetiva, é fundamental adequar as competências e habilidades pessoais à estratégia das organizações, valorizando o valor do trabalho, incentivar a produtividade, dando condições físicas e humanas adequadas, incentivando a formação ao longo da vida, flexibilizando o horário de trabalho à vida familiar, encontrar soluções ajustadas a cada cargo ou função, promovendo planos individuais de carreira, promovendo a meritocracia, o pragmatismo, a ética e os valores humanos a par de uma cocriação coletiva.

OPINIÃO -
O futuro do marketing…

Vivemos num tempo de grandes desafios que passam pela procura do equilíbrio entre a prosperidade, sustentabilidade a dinâmica digital crescente, na medida em que é fundamental agregar e conciliar cinco gerações de consumidores,  (baby boomers (1940-60) , geração X (1961-1980), gerações y (1981-1997) gerarão Z (1998-2009) e geração alfa (a partir de 2010…) convivendo em simultâneo, com diferentes necessidades, condições económicas e perspetivas, gerando naturalmente, algumas perplexidades, dificuldades de interação e compreensão mútuas.

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OPINIÃO -
O poder da reflexão

Desde a antiguidade até aos nossos dias que todos nós precisamos de refletir, de exercitar a mente, meditar, relaxar, procurando observar e sentir as nossas emoções, sentimentos e estados de alma, procurando o equilíbrio entre nós e o nosso ecossistema. 

Sobre este tema, Henry Ford afirmou “quer você acredite que consiga fazer uma coisa ou não, você está certo”. Albert Einstein disse que “há duas formas para viver a sua vida. Uma é acreditar que não existe milagre. A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre”. Já Oscar Wilde, referiu “acreditar é monótono, duvidar é apaixonante, manter-se alerta: eis a vida”.

A reflexão é algo que leva a conhecer os diversos aspetos, ângulos, versões, perspetivas, formas de ser, ideias, pensamentos e ações que gravitam em nós, que nos deixam confortáveis ou desconfortáveis, que nos movem a agir em conformidade com a nossa conduta, ética e valores que com a prática contínua, tornando-se o nosso carater e o nosso destino.

Precisamos de viver o momento presente, sentir o nosso corpo, a nossa respiração, a nossa essência, de valorizar quem somos, o ambiente à nossa volta, procurando compreender os diversos sentimentos, emoções, meditar, relaxar e procurar uma autodescoberta, autoconhecimento através exercícios continuados, navegando “dentro de nós” pelo nosso inconsciente, procurando descobrir novas e relevantes ideias e sentimentos no caminho a busca contínua da felicidade.

Tendo em consideração os desafios atuais, como: a globalização, os fluxos migratórios, a necessidade crescente do diálogo intercultural e o respeito pela sua diversidade, a cibercultura, caracterizada pela conectividade, instantaneidade, o excesso de informação e a sua diversidade e pluralidade, o isolamento social provocado pela pandemia covid-19, que trouxe novos e diferentes problemas ao nível da estabilidade emocional e saúde mental de muitos de nós.

Precisamos de encontrar estratégias para gerir melhor as nossas emoções e sentimentos, procurando obter uma estabilidade emocional e redefinir a razão da nossa existência e redesenhar o nosso caminho de vida.

Algumas das técnicas capazes de contribuir para isso são: uma boa gestão de conteúdos e partilha de conhecimento, baseada em informação credível e confiável referida em fontes oficiais e certificada por especialistas, nos temas e assuntos estudados; uma boa gestão do tempo e uma articulação das tarefas familiares e profissionais; redução dos ruídos e distrações e a incorporação de um tempo para o lazer, para descansar, para meditar e para sentir o nosso coração.

Assim, é fundamental fomentar o hábito da reflexão, da introspeção, do autoconhecimento (emoções, sentimentos e perceções) procurando a nossa melhor versão, o equilíbrio emocional e respostas mais acertadas para novas e diferentes perguntas, encontrando desta forma, mais força e determinação, para sermos nós próprios. 

OPINIÃO -
A relevância da sustentabilidade…

Cada vez mais a sustentabilidade assume uma necessidade, preocupação e um compromisso das empresas e organizações, procurando influenciar os consumidores, alterar comportamentos e práticas de sustentabilidade a caminho da poluição zero.

As práticas sustentáveis são também fatores de diferenciação das marcas, contribuindo para a sua diferenciação, imagem e reputação, na medida em que contribuem para uma mudança fundamental de comportamentos responsáveis e relevantes para um equilíbrio necessário entre os recursos do nosso planeta e as necessidades de todo o consumo humano.

Um dos desafios atuais consiste em disponibilizar produtos a preços acessíveis, procurando assegurar a performance exigida pelos consumidores, assegurando simultaneamente, a sustentabilidade dos materiais, das matérias-primas e produtos, tal como se pode verificar nas empresas de distribuição alimentar, através das suas marcas próprias.

Verificamos também que as marcas próprias, querendo resolver este problema, assumem o controlo de toda a cadeia logística, desde a produção, armazenamento, distribuição e disponibilização nos locais de venda. 

Os consumidores estão cada vez mais sensibilizados para a obtenção de melhor informação, consciencialização, capacitação e continuidade nas práticas sustentáveis pelas empresas, observando a sua conformidade para as preocupações ambientais e sustentáveis.

A marcas precisam de cumprir a sua promessa, de agir em conformidade com as preocupações ambientais e ecológicas, exemplo disso são: a sensibilização nas escolas para uma alimentação saudável, a diminuição do desperdício alimentar, a procura crescente do consumo de produtos bio e ecológicos, reutilização das sobras evitando o desperdício de alimentos, informações sobre receitas nos produtos alimentares, utilização de influenciadores digitais. 

Neste sentido, é fundamental encontrar o equilíbrio entre a promoção de hábitos alimentares saudáveis com menos sal, menos gorduras, com mais legumes e frutas, se possível sem produtos químicos, alinhados com a prática de exercício físico e uma gestão eficiente do stress.  

No setor não alimentar, algumas práticas correntes são: a redução e substituição do plástico pelo vidro, reciclagem, reutilização do lixo eletrónico através de incentivos de entrega de equipamento elétrico e eletrónico através de trocas de telemóveis, eletrodomésticos, prolongamento da vida útil das máquinas e equipamentos, reutilização de livros escolares, entre outros.

Assim, é fundamental alinhar a produção, distribuição e venda de produtos e serviços às necessidades, desejos dos consumidores, com criatividade e inovação, sempre com o propósito de sensibilizar e implementar práticas de sustentabilidade e respeito pelo ambiente e os recursos naturais do nosso planeta.

OPINIÃO -
À procura de um novo normal…

Opinião de Manuel Sousa Pereira

 

Estamos, mais do que nunca, com muita vontade de virar a página, de voltar ao normal, sem máscaras, sem limitações, sem distanciamento, sem restrições no local de trabalho, nas ruas, nos espaços públicos e privados, voltando a uma nova “vida normal” dos abraços, dos afetos, da proximidade e da humanização, no relacionamento “natural” entre as pessoas.

Esta pandemia trouxe-nos novos desafios, ao nível da transição digital, ao nível pessoal, familiar e organizacional, ao nível do trabalho remoto, provocando uma necessidade de adaptação rápida e em tempo real a uma nova realidade. Neste sentido, esta nova realidade tem contribuído para uma necessidade constante de imaginar, experimentar, testar e aplicar novas experiências e métodos que acrescentam valor às atividades do nosso quotidiano.

Todavia, esta pandemia trouxe alguns aspetos que também podem ser positivos, como por exemplo, o teletrabalho, segundo a Remote Portugal 85% num estudo efetuado, as pessoas responderam que se encontravam satisfeitos e muito satisfeitos com este modelo de trabalho, mesmo quando 44% das pessoas nunca tinha experienciado o trabalho à distância. Outro aspeto verificado foi o facto de 52% dos inquiridos sentiram que a sua saúde mental e bem-estar melhoraram trabalhando à distância.

Todavia, precisamos de repensar e transformar o futuro, com criatividade e engenho, com estratégia, com emoção, ao nível das relações humanas, pois precisamos de conexão, de “gestão emocional”, de socializar, de voltar a estar juntos, de comemorar, de conviver, de promover empatia, de voltar a estar presente na vida de todos nós.

Nas organizações, os consumidores são cada vez mais o centro de todas as decisões, procurando conquistar a sua atenção e o seu interesse, através da conexão, da interação, utilizando simultaneamente, os meios digitais e a presença física como fatores de diferenciação e valor acrescentado. Algumas das tendências, ferramentas e técnicas digitais utilizadas cada vez mais são: mobile marketing, conteúdo áudio visual, big data, automação, relacionamento via bots, entre outros.

Assistimos também a verdadeiras mudanças ao nível da cultura do consumo, que tendencialmente, deverá assumir um papel cada vez mais relevante, quer em termos ambientais e ecológicos, com uma nova perspetiva face à utilização de matérias biodegradáveis e amigas do ambiente, ao consumo de produtos biológicos, ecológicos, à produção e venda de produtos autóctones, com relevantes benefícios para a sociedade, como por exemplo, a promoção da economia local, diminuição da poluição, preservação e dinamização das áreas rurais, promoção das relações de confiança entre produtores e consumidores, bem como, da criação de condições para o estabelecimento do comercio justo e sustentável.

Vivendo tempos difíceis, momentos de reflexão, de reformulação, criatividade, de inovação, na procura constante da resolução de grandes e complexos problemas, procurando responder a um mundo em mudança e que no meio da adversidade, queremos encontrar um novo querer e construir desta forma, um novo futuro. 

OPINIÃO -
Os novos desafios do marketing

Por Manuel Sousa Pereira

Os consumidores procuram novas e relevantes experiências, quer estas estejam na loja física, quer online, sempre com a expectativa de adequar, adaptar e superar e surpreender, de forma continuada as suas necessidades e desejos. Neste sentido, o desafio futuro consiste em adequar soluções, produtos e serviços, de forma rápida, eficiente, cómoda, personalizada e ética aos clientes.

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