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OPINIÃO -
Solidariedade

Espero que todos os amarenses e leitores do nosso jornal, tenham passado um Santo Natal e que tenham entrado no novo ano abraçados de esperança. 2021 será um ano difícil e exigente, além da grave crise económica e social, teremos, no mínimo dois atos eleitorais de elevada importância e podem ser a salvação para ultrapassar inúmeras dificuldades. 

Vai ser necessário seriedade visível e satisfatória solidariedade que há muito se desintegraram da nossa sociedade. Talvez por existir demasiada elite na classe política portuguesa, ou por falta de confiança em políticos que não querem pertencer a essa elite, ou por manipulação da comunicação social. Foram formalizadas, com as condições mínimas exigidas, sete candidaturas para as eleições presidenciais. Além do atual chefe de Estado, temos um deputado da assembleia da República, dois Eurodeputados, uma ex-Eurodeputada, um dirigente partidário e um ex-presidente de junta freguesia. 

Foi antidemocrático e inaceitável os principais canais de televisão não terem incluído o candidato Vitorino Silva. Retirar a possibilidade de participação nos debates a Vitorino Silva (conhecido como Tino de Rans) parece ultrapassar qualquer dignidade no entendimento da democracia. Não para ganhar, tenho o meu candidato (Tiago Mayan), mas desejo uma boa votação ao Tino. Não é um louco, nem necessita de ter doutoramento ou licenciatura para cumprir todos os requisitos, deve ser tratado em igualdade como todos os outros que se apresentam a esta eleição. Merece respeito!

Em 1978, João Paulo II é eleito Papa, um ano depois visita a Polónia, esse foi o momento crucial para que um ano depois se crie o movimento dos sindicatos (Solidariedade), a greve no estaleiro e a ascensão do cidadão e eletricista do estaleiro de Gdansk, Lech Walesa. LW defendia o livre comercio, os direitos dos trabalhadores e a democracia. Nos anos 80, a Polónia estava numa situação política e económica bastante tensa. Em dezembro de 81, os protestos contra a censura e a falta de informação do governo, levou o líder do regime polaco, general Jaruzelski, declarar a “lei marcial”, deixando a Polónia ao pé de uma guerra civil. Centenas de pessoas foram consideradas suspeitas e detidas, entre eles LW, presidente do Solidariedade. Para os polacos, o papa simbolizava a resistência, a igreja católica e a luta da liberdade. Em dezembro do mesmo ano e para surpresa de muitos, LW ganha o Premio Nobel da Paz. Em 1990 assistiu-se a uma reviravolta do destino, Lech Walesa passou de presidente do Solidariedade a presidente da Polónia. 

“O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como individuo e nenhum venerado.”

OPINIÃO -
Máscaras

A verdade é que foi muito difícil, para algumas pessoas, habituar-se ao uso da máscara. Mas, no futuro, o mais provável é que esse uso continue e vire moda! 

Todos sabem que hoje em dia tudo é mais complicado, não há tanta liberdade, muita coisa mudou, e tudo devido à pandemia, ao Covid-19. Graças a esse infeliz acontecimento, toda a gente teve de começar a utilizar máscaras faciais de forma obrigatória.

No princípio foi bastante difícil habituarmo-nos ao uso da máscara, ainda há algumas pessoas que não se conseguiram habituar. Mas o medo que se instalou na mentalidade de todas as pessoas, por culpa desta situação, vai continuar. Muitos hábitos, que já adquirimos, continuarão no nosso dia a dia, o gel desinfetante nunca mais sairá das nossas proximidades e, sobretudo, as máscaras nunca desaparecerão.

As máscaras já existiam muito antes da pandemia, já eram utilizadas desde a pré-história, mas com outros fins, claro. Em diferentes culturas e séculos, esse objeto, foi utilizado de diferentes formas, desde rituais até festejos, várias vezes foram utilizadas. Mais recentemente, na Ásia, era muito comum encontrar alguém na rua que estivesse a usar máscara, era um lindo acessório, para quem gostava. Depois estas foram “viralizadas” por todo o mundo. Não por uma boa razão, infelizmente.

No nosso quotidiano a máscara é uma proteção necessária e obrigatória mas, um dia, um feliz dia, essa obrigação e essa necessidade deixarão finalmente de existir. Mas, a nossa mente já estará em um estado em que não suportará a ideia de não ter a máscara por perto. Será nesse momento em que a moda das máscaras terá o seu clímax, o seu ponto mais alto. Sim, será o ponto alto, porque antes disso a moda já terá começado. Pois esta começará quando este terrível estado de pandemia começar a sofrer diminuições e as suas vagas forem mais curtas e, para isso, não falta muito.

Na verdade, isso será muito engraçado, já imaginaram? Um desfile de moda onde sejam apresentadas muitas e variadas máscaras? Com todo o tipo de cores, formatos e decorações. Seria realmente engraçado e isso será a realidade. De facto, já o é. Ainda é muito recente, mas quem não viu já alguma máscara na Internet com demasiadas decorações ao ponto de a tornar divertida? Esse será o futuro, um que nos lembrará de tudo o que passamos, mas que em vez de nos deixar no sofrimento, tranquilizará a nossa mente.

A moda das máscaras já começou, e está longe de acabar.

OPINÃO -
Para que servem os sonhos…

Os sonhos despoletam em nós diversos e às vezes inesperados sentimentos de tristeza, melancolia, aventura, desafio, excitação, magia, sem que consigamos, na maior parte das vezes, controlar os mesmos, à exceção de um sonho lúcido, que acontece de forma consciente.   Segundo Sigmund Freud os sonhos são considerados mensagens enviadas pelo nosso inconsciente, servindo de ponte entre os processos conscientes e não-conscientes e mantendo o equilíbrio da mente. 

Assim, os sonhos lúcidos contribuem para a projeção do pensamento criativo e inspirador da criação de algo novo, diferente e relevante para cada um de nós, na medida em que à medida em que interpretamos o seu significado, podemos também mudar a nossa vida.

Os sonhos são relevantes na medida em que podemos refletir sobre uma viagem interior, tendo a oportunidade de interpretar ideias, sentimentos, cenários, pesadelos tendo mais consciência da mensagem transmitida podendo encontrar dinâmicas criativas para resolver os problemas e aumentar o autoconhecimento.

Neste sentido Walt Disney deixou-nos algumas frases muito interessantes e sempre atuais, sobre o poder dos sonhos, tais como: não deixe que os seus medos tomem o lugar dos seus sonhos; os sonhos existem para se tornarem realidade; para começar, pare de falar e comece a fazer; se você pode sonhar, você pode fazer.

É tempo de sonhar, de viajar dentro de nós, de fazer um balanço sobre o que temos, o que fizemos, o que temos recebido da vida, das nossas conquistas, do nosso propósito de vida, sendo gratos com tudo e com todos e com que temos recebido até aqui, pois tudo é aprendizagem, todas as circunstâncias, coisas boas e menos boas, devem servir para refletir e alinhar a nossa vida com aquilo que queremos ter no futuro.

Podemos comparar a vida a uma caminhada de contínuas descobertas, de caminhos largos e estreitos, obstáculos, luz e sombra, energia positiva e negativa, de opções e escolhas, luta e persistência, de coragem e determinação, coisas e boas e menos boas, onde tudo é aprendizagem, onde tudo é desafio, tendo sempre presente que o mais importa é retermos o que tem significado, que nos faz correr, nos move e nos faz realmente felizes e realizados.

Como alinhar o nosso propósito de vida com a vida que queremos ter no futuro? Tal como afirmou Walt Disney se podemos sonhar, podemos fazer, então é fundamental colocar em prática, tudo aquilo que somos, aquilo que nos move, que nos dá prazer e fundamentalmente que nos faz crescer todos os dias.

Vivendo nós num tempo atípico, inesperado, difícil e turbulento, nunca como hoje, foi necessário refletir, que a gestão do tempo importa, que os sonhos existem para ser realizados e que os atores principais dessa realidade, somos nós. 

OPINIÃO -
“Eu compro em Amares. Tu podes comprar em Amares.  Vamos todos comprar em Amares!”

Opinião de Mário Paula

 

Neste mês natalício, tendencialmente consumista e experienciado de uma forma diferente por todos, abordo um tema que me envaidece e que deverá envaidecer todos os amarenses: trata-se do movimento “Eu compro em Amares – tu podes fazer a diferença”

Criado com o intuito de apoiar e dinamizar o comércio local amarense, este movimento de união conta já com mais de dois mil membros. Mais de dois mil amarenses abraçados por uma causa só! Não tenho memória, denotando os meus curtos 24 anos de idade, de uma agregação espontânea e sem fins lucrativos organizarem um movimento tão notável, inovador e dinamizador, criado simplesmente por quatro jovens.

Honras sejam dadas ao fundador Ricardo Alves, que dentro de um espírito empreendedor, prontamente convidou as três “jotas” com representatividade partidária em Amares. Liliana Almeida (JP), Daniel Fernandes (JS) e Mário Paula (JSD) que se uniram, pela causa e acima de tudo, por Amares, na reivindicação de um bem comum, num modelo diferente do que estamos habituados a assistir. Responsavelmente e, acima de tudo, vincando o companheirismo em prol das nossas gentes, abraçou-se esta causa prontamente.

Apesar de embrionário, o projeto apresenta resultados evidentes, destacando-se a adesão imediata à causa por parte das instituições com maior responsabilidade social. Desde o Agrupamento de Escolas de Amares e os seus/nossos jovens, aos Exmos. Srs. Presidentes de Junta de Freguesia, passando pelo Município de Amares no seu todo, incluindo os vereadores da oposição… A todos, o meu sincero agradecimento!

Todavia, “a César o que é de César”: parabéns e votos de bom trabalho e muito sucesso aos nossos comerciantes que bem o merecem! Têm sido incansáveis na dinamização e divulgação do projeto que também é deles, respeitando, irrepreensivelmente as diretrizes da campanha e unindo-se por um bem comum a todos!

Salta-me à vista, mais uma vez, o nosso ADN resiliente, que nos une num cenário invejável e único a nível distrital. Fruto do acaso? Acredito juntamente com os amarenses que não!

Aproveito para desejar a todos os leitores um Feliz Natal e não se esqueçam… “Eu compro em Amares. Tu podes fazer a diferença!”

OPINIÃO -
Vou aguardar até que seja possível reciclar

Durante anos evitamos a sua existência e agora as alterações climáticas são uma inquietação global. Os ativistas ambientais e cidadãos pedem aos seus governos medidas concretas para combater a poluição e aumento da temperatura no planeta. Em 2015, na cidade de Paris, 195 países comprometeram-se com a redução das suas emissões de CO2, no final da conferência COP21 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) foram estabelecidas as iniciativas da transferência para a nova energia – Acordo do Clima de Paris. A era do domínio do petróleo poderá ter chegado ao fim e as energias verdes são agora a revolução tecnológica mais entusiasta e inquieta da história.

“Voltaremos a tornar o nosso planeta grandioso”, referiu Emmanuel Macron.

Grande parte da população está convencida que com os carros elétricos vamos resolver todos os problemas existentes do CO2, quase todos pensam na energia solar e eólica como resolução do problema. Neste momento, não resolve. À medida que a transição energética nos afasta dos combustíveis fosseis, estão já a ser criados novos desastres ambientais.  Os carros elétricos são produzidos com metais específicos, e tem de ser extraído algures. Estamos a relocalizar a poluição, a sacrificar o território e a saúde dos habitantes.

As energias limpas não existem. Sempre que produzimos, criamos poluição. A transição ecológica é uma transição económica. Para ficarmos convencidos, basta-nos visitar uma das maiores exposições de automóveis. O elétrico está na moda, os veículos são apresentados como verdes, têm a simbologia ZE (zero emissão) e deu oportunidade aos grandes construtores de se reinventar. Os consumidores tornaram-se mais responsáveis e querem contribuir com a sua parte para um planeta menos poluído. Tal como é moda comprar comida biológica, comprar um carro elétrico também é moda.

Os metais utilizados para os automóveis elétricos, são na sua maioria raros por não se encontrarem com abundância na crosta terrestre.  O európio, o samário, o gadolínio, o cério, o germânio, o tungsténio, o magnésio, o ítrio, o neodímio, o lantânio, são alguns dos metais raros. A indústria automóvel e as produtoras de energias renováveis, tornam-se completamente pendente destas matérias primas desconhecidas. Neste momento as energias renováveis produzem cerca de 7% da energia mundial, com a transição energética em 2050, as energias eólicas e solar representarão quase 50% da energia produzida no planeta.

Os metais raros fundamentais para a tecnologia verde são extraídos fora dos grandes centros urbanos e longe da vista. O cobalto vem das minas da República Democrática do Congo, na Austrália, Bolívia e Chile estão os maiores depósitos de lítio, na China concentram-se os maiores depósitos de grafite, com milhares de quilómetros de paisagens ambientais destruídas. Muitas das nações das estão a extrair milhares de toneladas destes recursos e Portugal não é exceção. Mão de obra barata, deficiente tratamento das águas, dos gases e outros resíduos, pouca fiscalização dos governos, são alguns dos métodos que a grande maioria das empresas instaladas nos países mais pobres recorrem para baixar os custos de produção e obter grandes lucros.

A Alemanha, há 20 anos assumiu o desafio de produzir energia através do sol e do vento, e agora por terem chegado a um fim de vida útil, 360 toneladas de pás de aerogeradores estão a ser retiradas e muitas delas depositadas no solo, pois contêm alguns dos metais raros acima referidos. Alguns difíceis de reciclar e atualmente muitos desses metais são impossíveis de reciclar.

O lítio das baterias é um deles. Se vou adquirir um carro…

OPINIÃO -
Hoje não fumo!

Opinião de Catarina Dias

 

Faz hoje quatro semanas que fumei o meu último cigarro. Um mês sem fumar!  Há já algum tempo que tinha vontade de deixar de fumar. Aliás, já tinha tentado, mas sem sucesso. E ainda bem que o fiz. Foi através destas tentativas que percebi os erros que cometi e entendi o que me fez voltar a fumar.

Não vou dizer que é fácil, mas é menos difícil do que alguma vez imaginei. Há dias em que a única coisa que me apetece fazer é fumar um cigarro. Mas esses dias são cada vez menos e a vontade cada vez menor. No entanto, ressalvo que neste processo não encaixa a máxima de que amanhã será melhor que hoje. Posso dizer-vos que a primeira semana foi mais fácil do que a segunda, por exemplo. Quando a minha mente estava constantemente a dizer-me: “Vá lá! Fuma um cigarrinho. É só um. Não tem mal nenhum.” Mas tem.  Se fumar um cigarro que seja, sei que vou fumar um maço inteiro. Esta foi a grande lição que retirei das tentativas falhadas: não posso cair na tentação de fumar um único cigarro. Agarro-me à ideia de que esse cigarro me iria saber pessimamente mal. Nos próximos anos serei uma ex-fumadora e não uma não-fumadora. Tenho de manter esta consciência de que o meu cérebro acha que fumar é bom, e por isso, se fumar um cigarro muito provavelmente volto a ser fumadora. 

Não posso deixar de abordar a questão da irritabilidade e do mau feitio que é muito difícil de controlar. Agradeço a quem levou com ele e teve paciência para me aturar neste último mês. 

Há também a questão do aumento de peso. Um mês sem fumar e tenho certamente uns quilos a mais. Não sei quantos. Optei por não me pesar. Não fosse isto e estaria ainda mais feliz com a minha vitória.

Não são precisos bons motivos para deixar de fumar, é preciso querer. A nossa mente é especialista em arranjar motivos para não o fazer: para a semana tenho uma festa, na seguinte vou estar de férias, depois vou regressar ao trabalho, etc. Tudo serve de desculpa para adiar o dia em que pomos em prática uma das melhores decisões que podemos tomar. Admito que adorava fumar, mas adoro muito mais não cheirar a tabaco, não ter tosse, ter a voz límpida, acordar mais leve, ter a pele, o cabelo e os dentes mais bonitos e saudáveis e ainda ter dinheiro a sobrar para fazer outra coisa que me dê tanto ou mais prazer do que fumar.

É fácil comprar tabaco e acender um cigarro, mas hoje decido que vou fazer o que é certo (para mim) em detrimento do que é fácil. É uma decisão diária que quero tomar todos os dias. Escrever sobre isto é para mim uma espécie de tratado. Daqui a onze meses espero poder escrever que não fumo há um ano!

OPINIÃO -
Flexibilidade e adaptação precisam-se…

A atualidade apresenta-nos cada vez mais novos cenários, desafios e exigências ao nível pessoal e empresarial, na medida em que o mundo está a viver uma nova realidade no trabalho, nas relações pessoais e familiares e ao nível das interações humanas.

Nesta pandemia, termos como: confinamento, máscaras, distanciamento social, proteção individual, distanciamento social, regras de etiqueta, entre outras, passaram a ser prática corrente de um tempo diferente e aparentemente “desalinhado” com um mundo, que deverá ser cada vez mais, humano.

Este novo tempo veio acelerar a nossa adaptação à mudança, ao nível tecnológico, ao nível laboral e familiar, pois assistimos ao surgimento de novos negócios online, à colaboração à distância, promovendo, novas técnicas de partilha de conhecimento, novos métodos de ensino, novas dinâmicas de envolvimento dos colaboradores e também uma necessidade crescente de adaptação à mudança.

Neste sentido, os novos desafios significam, sair da zona de conforto, sendo desconfortável e incomodo para a generalidade das pessoas, todavia, é fundamental para a aprendizagem, crescimento humano. 

 Algumas considerações relevantes para a adaptabilidade aos novos tempos são:

– O enfoque nos resultados e não nos obstáculos que encontramos pelo caminho;

– Uma autoanálise redescobrindo os nossos sonhos, valorizando os pontos fortes e fortalecendo os nossos talentos, apetências e competências, como fator de diferenciação;

– Assunção do controlo de um novo rumo, de um novo caminho, com habilidade, proatividade e fundamentalmente com responsabilidade;

– Ter pensamentos assertivos, positivos e fundamentalmente acreditar no nosso pensamento, pois, os nossos pensamentos vão programando e construindo o nosso futuro.

– Ser flexível procurando compreender os outros, nas suas necessidades, desejos e aspirações, para simultaneamente, ser compreendido;

– Aprendizagem continuada, procurando nunca parar de aprender, compreender e melhorar continuadamente toda a nossa interação com o trabalho, família e com a comunidade em geral.

Em síntese, a real transformação reside no foco nos resultados individuais e de grupo, numa autoanálise constante, na responsabilização das nossas ações, no pensamento positivo e proativo e na aprendizagem contínua, procurando simultaneamente, a promoção e propagação da ética e os valores humanos, como conduta fundamental, que pode contribuir para uma verdadeira e sustentada mudança, capaz de fazer do nosso mundo um lugar melhor para se viver. 

OPINIÃO -
Movember… quando um bigode dá que falar!

Embora este ano um pouco camuflado atrás da máscara, deixei mais uma vez, durante este mês de novembro, crescer o meu bigode. Podia ser uma justa homenagem ao meu pai, que durante anos fez do seu bigode a sua imagem de marca, mas não é esse o propósito. Se por acaso reparou que, tal como eu, outros homens que conhece deixaram crescer o bigode no último mês de novembro, saiba que não é por moda, que existe um propósito.

Chama-se Movember e é uma campanha de sensibilização realizada por diversas entidades no mês de novembro dirigida à sociedade em geral e aos homens, em especial, com o objetivo de promover a consciencialização sobre as doenças masculinas, com especial ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do cancro da próstata.

O movimento surgiu na Austrália, em 2003, aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Cancro da Próstata, que se assinala a 17 de novembro. O nome – Movember – resulta da aglutinação da inicial M de “moustache” (que em inglês significa bigode) e o nome do mês em que a iniciativa decorre (novembro, em inglês “november”).

Para além do cancro da próstata, este movimento pretende sensibilizar para outras doenças masculinas, como o cancro do testículo ou a depressão masculina, promovendo uma cultura da saúde do homem.

Sabemos o quanto as questões culturais muitas vezes impedem os homens de conversar sobre estes problemas, como certos preconceitos perpetuam o seu silêncio e atrasam a procura de ajuda, muitas vezes até um momento em que a doença já se mostra irreversível.  A crença de que “um homem não chora”, por um lado, a pressão para a assunção de uma identidade de domínio e controlo, de “força”, nos mais variados aspetos da vida, a par dos mitos específicos em torno dos exames de rastreio e diagnóstico, nomeadamente à próstata, são fatores que ainda desencorajam a ida ao médico e a discussão aberta das muitas dúvidas que o assunto encerra.

O Movember surge então como um contexto facilitator deste diálogo tão urgente e necessário. Ao longo do mês de novembro, um pouco por todo o mundo, e no âmbito desta iniciativa, muitos homens que habitualmente não o fazem, deixam crescer os seus bigodes. A curiosidade que essa mudança gera nas pessoas à sua volta, é uma oportunidade para se falar sobre as doenças masculinas e a importância da prevenção e diagnóstico precoce das mesmas. Saiba que falamos de doenças de bom prognóstico, desde que detetadas atempadamente, por isso não deixe de falar sobre elas com o seu médico ou enfermeiro de família.

OPINIÃO -
Sabia que as multas por falar ao telemóvel a conduzir vão custar o dobro?

A grande maioria das multas atualmente passadas pelas autoridades são referentes ao uso do telemóvel durante a condução. De acordo com um estudo, usar o telemóvel enquanto se conduz multiplica o risco de acidente por 23 e 31% dos portugueses admite enviar e ler SMS enquanto conduz.

Está aí a chegar a nova versão do Código da Estrada e o valor das multas ao telemóvel duplicarão o seu valor. O condutor poderá também perder mais três pontos na sua carta de condução.

A proposta de decreto-lei está pronta a ser aplicada e define coimas entre os 250 e os 1250 euros. De relembrar que o atual código da estrada prevê coimas entre os 120 e os 600 euros.

Neste novo conteúdo legislativo, pode ler-se ainda que “atenta a crescente causa de sinistralidade rodoviária por utilização ou manuseamento continuado de aparelhos radiotelefónicos e similares durante a marcha do veículo, sanciona-se de forma mais gravosa a utilização ou o manuseamento, durante a marcha do veículo, daqueles aparelhos, com vista a dissuadir estes comportamentos de risco.”

Deixo agora ao leitor do Amarense os motivos pelos quais teremos este agravamento:

– Diminuição da capacidade de vigilância e dispersão da atenção;

– Durante os primeiros cinco minutos de conversação, a probabilidade de ter um acidente é seis vezes maior;

– Aumento da dificuldade em descodificar e memorizar sinais, perdendo informação essencial para uma condução segura;

– Descuido das regras de cedência de passagem nos cruzamentos e entroncamentos;

– Perda da noção da distância de segurança em relação ao veículo da frente, sendo difícil de ajustá-la consoante o trânsito;

– Abandono dos sinais de mudança de direção, o que pode ser perigoso tanto para o condutor como para os outros utentes da via;

– Má avaliação da velocidade;

– Redução do campo de visão;

– Tendência para não parar nas passagens de peões;

– Aumento do stress por atender ou telefonar;

De facto, com os fatores enunciados, temos de concluir que o uso do telemóvel durante o exercício da condução é efetivamente um grande risco para a nossa vida e integridade física, mas também para os outros.

Vamos todos cumprir, por nós e por todos, pela vida!

OPINIÃO -
Bombeiros e Município: Uma história de relações!

As relações humanas são um eterno mistério!

No mundo da política é frequente as relações pessoais e de grande confiança influenciarem as decisões políticas e institucionais e nem considero que isso seja sempre mau. O que já não é aceitável é que alguém que detenha grandes responsabilidades institucionais se deixe capturar pela fácil reação de eventuais más relações pessoais.

Sem indiretas e falsos moralismos, vêm-me à cabeça os mais recentes problemas que opõem a Direção dos Bombeiros Voluntários de Amares e o Município, com uma troca de acusações em público que pouco dignificam as instituições envolvidas.

É sabida a boa relação pessoal existente entre os líderes das duas instituições. Também é conhecida a ampla e saudável colaboração que, também fruto dessa relação, as duas entidades vão mantendo. 

Mas o que se passa agora?

Sem querer atribuir culpas a qualquer das partes, a única verdade que é inquestionável é a de que a obrigação de qualquer representante institucional é manter a urbanidade a leal cooperação institucional, independentemente de gostar mais ou menos do seu interlocutor. 

As relações institucionais nunca podem ser prejudicadas por fatores alheios à história e vida das instituições, muito menos, qualquer protagonista tem o direito de usar a instituição que representa para acertar contas pessoais, mal resolvidas.

Já vi grandes organizações serem representadas por grandes gestores e estrategas, mas que não sabiam atuar e estar no seu ecossistema político, com danos irreparáveis para a imagem pública dessas organizações.

Também aqui é crucial ter um perfil adequado e não é preciso ser um expert das relações públicas, para se perceber que quando representamos uma instituição – seja ela pública ou privada – há duas regras de ouro que não podemos nunca esquecer: 1º A representatividade que nos é conferida é temporal e não nos pertence. Nem a representatividade nem a instituição; 2º Qualquer instituição que representemos tem um determinado papel e é a esse que estamos confinados. Qualquer intromissão em entidade alheia é uma ingerência inaceitável e imoral. 

Apague-se o que de mal correu até agora e relativize-se os “ditos”, porque se há coisa que já aprendi na política é a de que há a verdade a defender, mas há uma boa percentagem dessa verdade que pode não o ser.

Lembro-me sempre de uma célebre frase um estadista britânico, que afirmava que uma mentira dá rapidamente a volta ao mundo, sem que a verdade tenha tempo de se vestir.

Pois é tempo colocar pés ao caminho. Há uma obrigação a cumprir que é de bem representar as entidades. Não é aceitável que duas organizações desta importância não falem há meses, principalmente num momento tão delicado como o que vivemos. A comunicação entre as partes é essencial para limar arestas, flexibilizar posições e (re)começar a trabalhar. Toca a engolir o ego, se fazem favor!

Aproveito para desejar a todos os leitores um Natal em harmonia familiar. Com saúde e muita sorte, pois são ambos muito preciosos nos tempos que vivemos.

Um abraço fraterno!