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OPINIÃO -
Sabia que ainda persistem alguns mitos sobre o Código da Estrada?

Por muito que procuremos evitar, enquanto policia vejo-me confrontado diariamente, ao nivel familiar e ao nivel social com temáticas que abranjem esta mesma atividade profissional. Normalmente, onde está um polícia, quer seja à mesa quer seja naquele encontro ocasional, o tema multas e código da estrada acaba sempre por vir para cima da mesa. Em visita ao Restaurante Carias em Goães – Amares, foi o ilustre conterrânio, Agostinho Carias que veio ao encontro da minha mesa colocar questões sobre alguns mitos que ainda perduram, entre a nossa comunidade sobre o Código da Estrada. A palavra de ordem é “ouvi dizer!”. Com efeito, procurarei esta semana contribuir um pouco para o esclarecimento de alguns temas que vão gerando dúvidas. Ao longo dos últimos anos têm existido várias mudanças na legislação e portanto é normal existirem algumas dúvidas relativamente à obrigatoriedade de afixar selos no pára-brisas. Afinal quais os selos que deve colocar no para-brisas do seu carro? Nos dias de hoje só é o obrigatório ter afixado no para-brisas do seu carro o Seguro de Responsabilidade Civil. É este o selo que apenas necessita de estar visível, caso não o tenha pode ser autuado com uma contraordenação no valor de 125€. Relativamente ao selo da Inspeção periódica do veículo, este não necessita de ser afixado de acordo com o decreto-lei n.º 144/2012, de 11 de julho, no entanto é sempre necessário ter em posse a ficha de inspeção do respetivo veiculo. O comprovativo de Imposto Único de Circulação também não necessita de ser afixado.

Com o Verão ai a chegar, há ainda mais mitos que se apresentam nas conversas sociais,  entre alguns deles, é a proibição de conduzir ou não de chinelos de praia. Quando se fala em condução segura , o Código da Estrada é extenso e nesse sentido é comum acreditarmos no que se vai ouvindo por ai. Certamente que já ouviu falar que consuzir com chinelos de praia, em tronco nu e até descalço dá diraito a multa. É verdade que, no caso dos chinelos, este tipo de calçado não é propriamente o mais aconselhado para conduzir, mas o Código da Estrada não tem qualquer referência ao tipo de roupa ou calçado que pode usar enquanto conduz. A verdade é que no seguimento do que é referido no Código da Estrada, pode-se conduzir efetivamente de chinelos, mas deve existir bom senso. Os consutores não devem conduzir com calçado que não garanta a segurança no pedal, como por exemplo, um chinelo mal acalçado ou então danificado. O mesmo principio aplica-se à condução em tronco nu. Com os pressupostos apresentados, espero ter contribuido para a desmistificação do “diz que disse” comunitário sobre alguns mitos associados ao Código da Estrada.

Faço votos de boas conduções e para os que vão de férias que conduzam com bom senso e prudência.

OPINIÃO -
Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil. Sabe o que é?

O mês de junho arranca com a efeméride do Dia Mundial da Criança, pelo que decidi dedicar este texto a um tema que me é muito caro enquanto enfermeiro de família: a saúde infantil.

Já noutras edições desta coluna de opinião defendi a importância da educação para a saúde e do foco nas crianças e adolescentes como pedra basilar para a alteração de hábitos e estilos de vida, no sentido da criação de gerações cada vez mais saudáveis e conscientes da sua responsabilidade enquanto agentes da própria saúde, caminhando para uma cada vez maior redução e erradicação de comportamentos de risco e para uma adoção cada vez mais expressiva e eficaz dos chamados hábitos de vida saudáveis.

“De pequenino se torce o pepino” é uma expressão popular bem conhecida por todos nós e que usamos amiúde, sempre que se trata de defender que os bons hábitos se adquirem desde tenra idade, tal e qual como os pepinos carecem de uma poda específica, numa fase inicial do seu desenvolvimento, de modo a que cresçam saborosos e com todo o valor nutricional!

De acordo com a Direção Geral da Saúde, os ganhos em saúde da população residente em Portugal têm vindo a aumentar nos últimos anos, nomeadamente os que se referem à infância e juventude.

Em indicadores como a mortalidade infantil, nomeadamente, atingimos já em Portugal dos melhores valores a nível mundial. A nossa taxa de mortalidade, que em 1960 se aproximava dos 90 por mil habitantes, está hoje em 2,7 por mil, abaixo da média europeia de 3,6%.

Vários fatores de múltipla ordem – cultural, política, socioeconómica, comunitária e individual – explicam estes resultados animadores, mas o acesso aos serviços de saúde e a cuidados de qualidade foram indubitavelmente constituindo um elemento basilar para que tal evolução acontecesse. Portugal tem também das mais elevadas taxas de cobertura vacinal em todo o mundo! 

Os profissionais de saúde, com especial destaque para as Equipas de Saúde Familiar, têm o mérito de manter a população informada e, assim, desmistificar crenças contra as vacinas, agora tão na moda. E as famílias portuguesas, por seu turno, sobretudo as que têm crianças, têm o mérito de serem responsáveis enquanto pais/cuidadores e cidadãos no que à saúde de todos diz respeito. Estudos da Comissão Europeia, mostram que Portugal tem a proporção mais elevada (acima de 95%) de pessoas que acreditam na segurança, efetividade e importância das vacinas.

Para que tais ganhos se alcançassem, ilustrados aqui em números relativos à diminuição das taxas de mortalidade infantil e ao aumento da cobertura vacinal, apenas para mencionar alguns exemplos, um longo caminho de melhoria e aperfeiçoamento dos cuidados de saúde tem sido levado a cabo, desde a criação do Programa-tipo de Atuação em Saúde Infantil e Juvenil, em 1992, pela então Direcção-Geral dos Cuidados de Saúde Primários, bem como pelas atualizações sofridas ao longo do tempo, para o que hoje conhecemos como Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil. A aplicação sistemática deste programa de vigilância de saúde tem vindo a revelar-se, nos diferentes tipos de instituições em que ocorre, um garante de cuidados de saúde adequados e eficazes, com a contribuição e o empenho de todos os que nela participam.

Este Programa tem sofrido modificações ao longo dos anos, no sentido da melhoria dos padrões de qualidade e da harmonização dos conteúdos das ações de saúde com as novas evidências científicas e com novas morbilidades, bem como uma maior relevância de problemas de saúde preexistentes.

Num momento em que Portugal se confronta ainda com aquele que é já considerado o maior desafio de saúde de sempre à escala mundial (a pandemia covid19), dados como os que aqui hoje deixo aumentam o nosso sentido de confiança no nosso sistema nacional de saúde.

Sem esquecer também, a propósito do Dia da Criança, que o direito à saúde é um direito constitucional irrefutável e uma realidade no nosso país.

OPINIÃO -
Liberalismo económico: terra fértil para o COVID

O liberalismo na forma clássica, “viajou” desde o liberalismo social dos EUA de Franklin Roosevelt – fundamentando o New Deal, programa de retoma económica -, até ao liberalismo económico na forma de um conceito definido por “laissez-faire”, vivido na Europa e no ocidente. São definições que hoje dão lugar a uma derivação, que em Portugal, por exemplo, é muitas vezes intitulada de neoliberalismo, claramente associado a uma Direita política liberal. 

Este é um conceito que defende a governação baseada numa liberdade dos mercados e numa economia competitiva, que vive em contraponto com a Esquerda, que continua – com mais ou menos conservadorismo – a defender a proteção social, o serviço público e a equidade no acesso a bens e serviços.

É no rescaldo desta introdução de conceito que, no âmbito do COVID-19, permito-me considerar que se equivocaram, ao abrigo da sua própria orientação liberalista, governantes como Trump, nos EUA, Bolsonaro, no Brasil, ou mesmo Boris Johnson, no Reino Unido. Até na pragmática Suécia, Stefan Löfven – que se debate há anos contra uma poderosa e ágil oposição de Direita – tem dificuldade em fazer marcha-atrás numa política de livre circulação, que levou a taxas de contágio que envergonham os vizinhos da Escandinávia.

Esta pode ser vista como uma abordagem especulativa, mas na verdade, países que têm vivido no espectro do populismo, com Governos liberais e mercantilistas têm sofrido efeitos mais nefastos da crise pandémica do COVID-19.

Basta olhar para os números cruéis da taxa de mortalidade pelo novo coronavírus, para se constatar que países que privilegiaram a manutenção de uma economia competitiva, recorrendo de uma taxa de imunizados por contágio, em claro menosprezo pela capacidade do vírus provocar danos e ceifar vidas humanas, por norma acabaram por ser vítimas de um duro golpe.

Por outro lado,

Hoje por hoje, acredito que é necessária uma enorme coragem, uma grande capacidade de decisão e, acima de tudo, uma confiança inabalável, para se ser governante de uma nação.

António Costa e os líderes do mundo têm vivido entre uma espada e uma parede. Os seus dias oscilam entre tornar as sociedades mais isoladas, sob o fantasma de viver a tragédia do “cavalo do inglês”, ou deixar que os mercados mantenham a chama acesa, sob o pesadelo de abrir sucessivas e horrorosas valas comuns. 

Na Europa, velho continente que após a segunda grande guerra tem vindo a aceitar militar a paz e a solidariedade, países houve que hesitaram ou teimaram e sofreram com isso.

Onde a aposta recaiu na luta contra o inimigo invisível, tentando evitar a sua propagação galopante, sofreram as empresas e uma economia que estava a respirar ares saudáveis até aqui.

Foram-se os anéis, mas que fiquem os dedos!
Passada a tempestade, sob a mesma orientação solidária, levantem-se as pedras e reergam-se a civilização e as suas dinâmicas socioeconómicas.

OPINIÃO -
Detesto política! Mas, é necessária mais intervenção do cidadão

Detesto política, é frequente ouvir diversas vezes quando colocamos à população opinião sobre política à generalidade da população.

O termo política tem origem grega e significa aquilo que é publico, da sociedade. Hoje em dia política têm um vasto juízo, largamente entendido na sociedade como uma atividade associada ao governo, as autarquias, as instituições, ou seja, tudo o que é do Estado. Esta definição não engloba toda a amplitude da palavra política, o que induz a construir um pensamento falacioso. Esse engano, leva a acreditar que a política é controlada por uma elite, que fica no poder durante anos e não tem interesse ou preocupação com o bem-estar da população.

Na verdade, a política é uma atividade humana que tem origem a sintonia das pessoas com a sociedade. É uma ciência de relacionar os seres humanos para alcançar determinado fim. Onde existirem pelo menos duas pessoas, a política estará sempre presente. Todo o tempo da nossa vida usamos a política, em casa, no emprego, na relação, nas igrejas ou com os nossos vizinhos. Quando nos relacionamos, conversamos, discutimos ideias, estamos a fazer política.

Quem não se interessa por política, continua a deixar que dominem o nosso bem-estar, mantendo tudo igual como está, sem rumo.

É verdade que grande maioria dos jovens já nasceram em democracia e não sentem nenhuma preocupação em relação à mesma e a maior parte dos partidos estruturais do sistema está resumido a um processo de profissionalismo político. Enquanto os mais velhos, por força de hábito vão votar, os mais novos não estão para isso. Os jovens sentem que o seu voto não faz diferença. Não sentem que vão escolher alguém que vai ser fiel às suas promessas, que lhes vai prestar contas. 

Os partidos radicais têm uma tendência a maior mobilização de juventude, sejam de extrema-direita, ecologistas ou verdes. Ambos os partidos dos extremos constituem um perigo para a sociedade, se vivêssemos no século passado e se chegassem ao poder acabaram por impor, o fim da democracia e da liberdade de expressão. Na extrema-esquerda têm como princípios políticos a estatização da economia e da propriedade, a rejeição da iniciativa privada, do lucro e da liberdade individual. Resumindo, querem sempre mais funcionários públicos, mais serviços públicos, mais empresas publicas, mais Estado. Estado por todo o lado, como em Cuba, onde até o pessoal dos hotéis são funcionários públicos, e contra o capital. A extrema-direita, designado como populismo nacionalista, utiliza a bandeira da luta contra a corrupção, bem como a perceção das desigualdades e da injustiça, para fabricar um mundo de inimigos, através do racismo e da xenofobia. 

É fundamental conhecer a História e usar a Filosofia como instrumento de pensamento para analisar a realidade atual, debater, clarificar, caracterizar, definir e agir coletivamente e individualmente em conformidade.

É essencial que os cidadãos, independentemente da filiação ou ideologia partidária, façam participação nas assembleias de freguesia, nas assembleias municipais para que possam  reivindicar de forma inovadora e atrair para si todos aqueles que se revêm nas sua ideias, pois na democracia cada vez mais, e assim é que deve ser, o poder não pode ser da maioria, mas sim deve estar distribuído de forma a que tudo aquilo que é feito seja em consenso.

Sempre fui defensor da liberdade e procurando ser solidário com os mais necessitados. Ingressei há cerca de ano e meio, no partido Aliança, ainda sem qualquer representação legislativa e autárquica. Existe enormes dificuldades para cativar os interesses de diversas classes, grupos e meios sociais. Não pretendo ganhar protagonismo nem tão pouco cargos. Somente apelo aos cidadãos que façam cidadania com ética e responsabilidade.

 Não se escondam, isso não leva a nenhum lugar.

OPINIÃO -
Setembro é já amanhã

Setembro é já amanhã! E sinto uma preocupação bastante grande sobre que educação teremos nessa altura. O Ministro da Educação tem vindo a público, em várias entrevistas e intervenções, com algumas ideias, sobre os caminhos que podem ser seguidos. E confesso que ainda não percebi bem qual o fio condutor, qual a linha de estratégia, que plano para o ensino. 

Umas vezes somos confrontados com “a possibilidade bastante forte dos alunos virem a ter aulas presenciais, mas também ensino à distância”, isto é, “uma conjugação entre ensino à distância e ensino presencial”, aquilo a que eles chamam de “b-learning”. 

Ouvem-se umas críticas e passado algum tempo já ouvimos que será “privilegiado o ensino presencial”. Setembro é já amanhã e a navegação tem que ser forte, sem tibiezas, enfrentando ventos e marés se estamos convencidos que esse é o caminho.

Como vão fazer as escolas?

O tempo urge, é necessário tomar várias decisões, para que todos os agentes educativos saibam como se orientar e como preparar o futuro. As escolas precisam de saber que modelo se pretende adotar. As escolas precisam estar prontas para dar respostas ao desenvolvimento de um ensino de qualidade.

Todos estamos cientes que a pandemia trouxe novos desafios até então não preconizados e deverão ser mantidos no futuro. No entanto, impõe-se uma reflexão: de que vale ter um Fiat 600 com um potente motor Mercedes, movido a gasolina? Vão ser os professores a decidir que tipo de ensino querem ou só presencial ou uma mistura com o ensino à distância? Como é que isto se vai fazer se já caiu por terra a ideia de um computador para cada aluno?

O Presidente do Conselho das Escolas (CE), José Eduardo Lemos, demonstrou a sua preocupação sobre “quando começa o próximo ano letivo, qual a dimensão das turmas ou se os bares e refeitórios estarão abertos”, estes e outros assuntos continuam sem resposta. 

E sim o tempo urge, é muito importante agir e não deixar o tempo passar, caso contrário corremos o risco de encontrar alguns obstáculos que ainda se encontram bem visíveis nos dias de hoje, famílias e respetivos educandos sem computadores e outros sem internet. 

É necessário recuperar as disparidades visíveis, vários alunos não tiveram oportunidade de apreender ou consolidar os conteúdos dados da mesma forma que os outros. Como se vai fazer para que estas desigualdades não tragam ainda mais insucesso escolar ou problemas futuros?

Observar as falhas, corrigir as mesmas, fazer um levantamento eficaz junto dos parceiros educativos é uma tarefa importantíssima, é hoje e agora que devemos avaliar tudo o que foi menos bem conseguindo, para desta forma fazer melhor. Preparar Setembro, cuidando de todos os envolvidos, alunos, professores, funcionários e famílias, é fundamental para preparar o próximo ano letivo, porque o mesmo está aí a chegar.

Setembro é já amanhã!

OPINIÃO -
Dia Mundial Sem Tabaco – 31 de maio. “Proteger os jovens das manipulações da indústria”

Artigo de Alice Magalhães

 

Os Estados-membros da Organização Mundial de Saúde (OMS), em1987, cria o Dia Mundial sem Tabaco, cujo objetivo é aumentar a consciencialização sobre os efeitos prejudiciais do uso do tabaco e da exposição ao fumo passivo, e desencorajar o uso do tabaco em qualquer uma de suas formas. 

A campanha lançada pela OMS em 2020 “Proteger os jovens das manipulações da indústria”, a que a Direção-Geral da Saúde se associa, dá voz às crianças e adolescentes, enquanto alvo das táticas agressivas de marketing e das campanhas publicitárias da indústria do tabaco.

De acordo com dados da OMS, a nível mundial, o tabagismo é a causa de 8 milhões de mortes prematuras todos os anos. Em relação a crianças e adolescentes, 44 milhões de crianças e adolescentes fumam. Aos 18 anos, 62% das crianças já experimentaram tabaco.

Numa tentativa de substituir os consumidores que morrem ou deixam de fumar, a indústria tabaqueira aposta em campanhas de marketing e no lançamento de novos produtos com nicotina, recorrendo a estratégias de manipulação das crianças e jovens, como por exemplo:

  • Uso de aromas de frutos e doces em produtos do tabaco e líquidos dos cigarros eletrónicos, que levam os jovens a subestimar o risco e a iniciar o consumo;
  • Criação de novos produtos com design elegante e atrativo, fáceis de transportar e com formatos tecnológicos atrativos e coloridos, como por exemplo canetas USB;
  • Promoção de novos produtos como sendo de “baixo risco” ou “alternativas limpas”, não apresentando estudos independentes que comprovem essas afirmações;
  • Patrocínio de influencers e bloggers que usam o alcance mediático nas redes sociais para promoverem marcas, novos produtos de tabaco e outros produtos com nicotina;
  • Colocação estratégica destes produtos nos pontos de venda, junto de doces ou refrigerantes, ou outros locais facilmente visíveis pelas crianças e jovens;
  • Marketing indireto, através da colocação de atores e pessoas a usar estes produtos em filmes, séries de TV e em eventos com transmissão online;
  • Promoção de produtos e colocação de stands de venda em festivais e eventos juvenis;

Com a finalidade de combater estas estratégias, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lança uma campanha mundial: SPEAK OUT #TobaccoExposed. Com esta campanha, a OMS pretende tornar os jovens mais informados e conscientes na deteção das táticas de manipulação da indústria e capacitá-los, no sentido de se alcançar uma geração mais atenta, informada e livre de tabaco.

A campanha SPEAK OUT #TobaccoExposed, tem como objetivos:

  • Reforçar as intervenções políticas eficazes no combate ao tabagismo.
  • Expor as táticas da indústria para contrariar os esforços nacionais e internacionais na implementação de políticas de controlo do tabagismo verdadeiramente eficazes.
  • Informar os jovens sobre as intenções e as táticas da indústria do tabaco para os captar como novos consumidores.
  • Capacitar os influenciadores dos jovens (na cultura juvenil, nas redes sociais, ou na escola) para os alertarem e defenderem, catalisando mudanças positivas em favor de uma geração mais saudável, livre de tabaco e de novos produtos com nicotina.

A OMS e a DGS apelam a todos os jovens para que participem e se tornem uma geração livre de tabaco!

Para saber mais, consulte:

https://www.who.int/news-room/campaigns/world-no-tobacco-day/world-no-tobacco-day-2020

https://www.dgs.pt/programa-nacional-para-a-prevencao-e-controlo-do-tabagismo/dia-mundial-sem-tabaco/2020.aspx

 

OPINIÃO -
Os desafios do ensino à distância

Não deixa de ser paradoxal que professores, pais e alunos estejam de acordo, num terceiro período onde as aulas e os estudos são feitos à distância, reconheçam que a sobrecarga de trabalho é muito maior do que se os miúdos estivessem nas escolas.

É a prova de que não é uma tarefa fácil para ninguém. Os docentes têm na mesma de preparar as aulas, com muito mais trabalho mais tempo. Os pais, e bem, estão mais atentos à vida escolar dos seus educandos, esperando que, no futuro, valorizem mais o trabalho feito em contexto escolar. Os alunos, fruto deste novo método de ensino, estão ainda numa fase de adaptação: há tarefas com graus de dificuldades para realizar; há entregas de trabalhos; há dificuldades técnicas.

Outro aspeto que o ensino à distância ‘esquece’, é o apoio diferenciado que muitos alunos necessitam e até nisso este terceiro período é atípico. O apoio de uma psicóloga, as aulas de apoio suplementar, tudo realidades novas que as escolas estão a adaptar-se

O pensamento terá que ser sempre de futuro: o que podem os agentes educativos tirar desta nova realidade quando as coisas estiverem mais estabilizadas? Que papel terá o ensino à distância nesse futuro? Voltaremos ao comodismo da “escola do século XX com professores a falar sem parar, escolas com má internet ou sem ela, ausência de pesquisa e de trabalho de grupo, muitos professores info-excluídos? Onde a indisciplina grassava a boa relação professor-aluno, individualizada era pouco frequente” citando o psicólogo Daniel Sampaio.

Continuando a citar Daniel Sampaio, “é importante que aproveitem esta experiência para promover a autonomia das aprendizagens. Espero que os professores também aproveitem esta situação para alterarem as suas metodologias de ensino, transformando a sala de aula num grupo de trabalho cooperativo. Pôr os alunos activos na sala, evitar longas exposições teóricas, fugir de filmes prolongados em sala obscurecida, saber tirar partido da heterogeneidade da turma”.

No Agrupamento de Escolas de Amares, as psicólogas, em articulação com os intervenientes no processo educativo disponibilizaram os seus contactos para estarem mais perto em caso de dúvida ou para algum apoio específico.

A realidade atual veio exigir de todos os elementos da comunidade educativa um trabalho muito maior, mais articulação e dialogo.

Os computadores e os tabletes tão necessários para uma nova realidade ainda não estão disponível para todos, criando também aí dificuldades. O esforço do Agrupamento de Escolas passa por disponibilizar recursos aos seus alunos, seja cedendo material informático seja reconstruindo computadores através da sua turma de Técnicos de Gestão de Equipamentos Informáticos e respetivos docentes.

As autarquias têm assumido um papel ativo neste processo, nomeadamente, no pagamento de internet às famílias mais carenciadas, o Município de Amares ofereceu esse serviço a todas as famílias que não possuíam o mesmo.

O novo ano letivo está já ali, ao virar do portão. Que realidade iremos ter? É a pergunta que para já não tem resposta.

OPINIÃO -
Viagem ao centro do confinamento humano.

A pandemia instalada em todo o mundo, desvenda mentiras reconfortantes e intensifica a solidariedade por toda a sociedade. O Presidente da República, num discurso que fez ao país disse: “Ninguém vai mentir a ninguém. Isto vos garante o Presidente da República.”. António Costa, numa entrevista: “Até agora não faltou nada e não é previsível que venha a faltar o que quer que seja.”. A ordem dos Médicos apelou a todas as entidades que disponham de equipamentos de proteção como mascaras, viseiras e luvas, que cedam aos profissionais de saúde para colmatar os “problemas de stock”. A ordem dos enfermeiros denunciou a “flagrante” falta de material para proteger os profissionais de saúde. A diretora geral de Saúde Graça Freitas, indicou que o uso de máscaras dá “uma falsa sensação de segurança”. 

A partir do momento que o homem começou a comunicar, a mentira passou a fazer parte da exposição oral. Mentir é usado para contradizer algo que se acredita, pensa ou sabe ser verdade. No entanto, afirmar um facto sem conhecimento se é verdadeiro ou falso, aumenta uma história dando ostentação as situações desnecessárias para engrandecer o conto, ludibriar-se ou lograr o próximo. Na ânsia de viver grandiosidades a culpa é geral, por vezes acabamos por diminuir a ilusão do que as pessoas em que acreditamos seriam capazes de abandonar. Não somos perfeitos, muito pelo contrário, somos feitos de arestas que arranham e magoam os outros, mesmo tendo a melhor das intenções. Ninguém esta imune ao engano. As mentiras, muitas vezes, é a única para dissuadir algumas pessoas e são quase sempre reconfortantes. A verdade, requer esforço e necessita de honestidade, na maioria dos casos ninguém gosta por ser incómoda e dolorosa, então para mover relações, mentir torna- se mais fácil. 

A irresponsabilidade pessoal está relacionada com a imaturidade emocional e com falta de habilidades sociais. Se não nos responsabilizarmos pelos nossos erros, assumimos que estes não existem, que somos infalíveis, que a nossa ação não tem consequências e que, portanto, somos capazes de tudo. Se todos mentirmos e mentirmos tanto, ou andamos distraídos ou fingimos que não vemos o que realmente se passa. Como podemos ver, as pessoas que não admitem seus erros fazem uso de uma serie de estratégias psicológicas para iludir descaradamente sua responsabilidade. A história esta carregada de mentirosos. Na política, a mentira compulsiva descreditou toda uma classe. No jornalismo, é a morte de um artista. Na arte, pode fazer parte de um negócio e atender pelo nome de ficção. 

O Papa Francisco caminhou sozinho na Praça de São Pedro completamente vazia, que está habitualmente repleta de fiéis, a Fé e a Esperança, continua e continuará sempre presente em cada individuo da sociedade. “Mostra-nos como deixamos adormecida e abandonada aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade.”, sublinhou o Papa. Garantidamente, durante o tempo de confinamento possível, grande parte da população promoveu autorreflexão direcionado a uma viagem ao centro do conceito humano. Nunca é tarde demais para sair do pedestal e ser humano, admitir o erro e ter diante de si uma maravilhosa oportunidade de crescimento pessoal. A solidariedade, continua a despertar sentimentos da sociedade e levou a inúmeras iniciativas solidarias, reconhecendo as inúmeras dificuldades provocadas pela pandemia. Distribuição de bens alimentares, doação de produtos proteção individual, doação de equipamentos, entre outros, foram algumas das ações solidarias que se espalharam pelo país e uniram o povo para enfrentar e superar uma das maiores crises de saúde pública do seculo XXI. 

Como vai ficar? Ainda existe muita incerteza.
O que necessitamos é de ultrapassar esta pandemia, reentrar numa nova fórmula de “normalidade” alterada e adaptada. Só assim podemos deixar as interrogações para desencadear novamente o presente sem hesitar o futuro. 

OPINIÃO -
Dia Mundial da Saúde em Tempo de Pandemia

No passado dia 7 de abril, assinalou-se o Dia Mundial da Saúde. Uma data que se assinala globalmente desde 1950, por iniciativa da OMS, com o intuito de despertar a reflexão para temas relevantes de e para a saúde, e também assim aumentar os níveis de literária em saúde das populações, bem como promover hábitos de vida saudáveis. 

Em Portugal, todos os anos, o Conselho Nacional de Saúde sugere um tema de reflexão e o Dia Mundial da Saúde é assinalado um pouco por todo o país com inúmeras iniciativas públicas, como exposições, debates, palestras, congressos e programas televisivos. 

Para o Dia Mundial da Saúde 2020, decorria já a iniciativa “Uma Agenda da Juventude para a Saúde na próxima década”, em parceria com o Conselho Nacional da Juventude, a Direcção Geral de Educação e outras entidades e parceiros, com o objetivo de promover o envolvimento das crianças e jovens na reflexão sobre a sua saúde e bem-estar físico e mental. Uma aposta a meu ver certeira, porque o que entendemos hoje por saúde é muito mais do que apenas combater doenças, é um conjunto de hábitos e atitudes a implementar desde a mais tenra idade, numa lógica de prevenção da doença e, perdoem-me a redundância, promoção da saúde. 

Sucede que o Dia Mundial da Saúde em 2020 acabou irremediavelmente marcado pela pandemia COVID-19. De forma irónica, mas não menos pertinente, não assinalámos a data com congressos, debates ou programas televisivos ao vivo. Fomos antes convidados a ficar em nossas casas, protegendo-nos e aos que nos rodeiam da ameaça deste vírus. Mas talvez de forma mais consciente e consistente do que nunca, neste Dia Mundial da Saúde, pensámos em saúde e adotámos as posturas que tantas vezes nos recomendavam as entidades de saúde e, por força da correria do dia-a-dia, das prioridades do trabalho, acabávamos por negligenciar. 

No combate à Pandemia, os portugueses têm sido, na generalidade, exemplares no cumprimento do que lhes foi sendo pedido pelas entidades competentes, almejando- se o tão desejado “achatamento da curva”, ou seja, uma atenuação do número de casos de pessoas infetadas no mesmo momento, salvaguardando assim a capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde. Um sinal de esperança, sem dúvida, mas de longe uma garantia de que o problema está sanado. Pelo contrário, parece-me bastante oportuna a expressão popular de que “a procissão [neste caso a pandemia e os seus efeitos] ainda vai no adro”. Por isso, num momento em que já se fala de desconfinamento, não posso deixar de apelar à serenidade e consciência de todos: 

– mantenha redobrados cuidados de higienização;
– guarde a necessária distância física dos outros;
– utilize sempre máscara e promova o seu uso por quem o rodeia;
mantenha o confinamento, ou seja, “fique em casa”, saindo apenas para o estritamente necessário;
– evite espaços fechados e aglomerados de pessoas, que, aliás, ainda não estão permitidos;
– antes de se deslocar ao centro de saúde, contacte o seu médico ou enfermeiro de família por telefone ou correio electrónico.

Em caso de sintomas (como febre, tosse ou dificuldade respiratória), contacte imediatamente o seu centro de saúde ou a Linha Saúde 24, evitando sair de casa ou deslocar-se ao centro de saúde ou hospital, sem que para tal tenha uma orientação clara dos serviços.
Envie as suas dúvidas e [email protected]. 

OPINIÃO -
A todos aqueles que estão em casa 

Opinião de Bruna Silva

 

Não há dúvidas de que a pandemia tem trazido alterações significativas a todas as pessoas. Falo para os pais que se dividem entre teletrabalho e crianças em aulas virtuais; para os avós, a quem lhes é negada a visita dos netos e filhos; aos atletas, que alteraram a sua rotina para um treino em casa. Há fases difíceis e esta é, com certeza, uma delas, e pode conduzir a desmotivação, isolamento e exclusão social. Aguardamos, (im)pacientemente, o instante em que nos liberam as saídas, mas é importante não esquecermos que o que vivenciamos agora poderá ter consequências para a nossa vida futura. Considero que temos vindo a percorrer um caminho que, embora lento, nos impulsiona para a perceção da saúde mental. Mas há sempre mais a fazer. E é sobre algumas dessas ações, e para os jovens e os seus pais, que dirijo as próximas palavras. 

Às vezes parece-nos que qualquer pessoa no mundo está a tirar melhor proveito deste momento do que nós próprios: está a aprender receitas novas, o trabalho está a ter mais rendimento, já leu um número incontável de livros, etc. Bem, é importante não nos esquecermos que os momentos de bloqueio, de nostalgia, de zanga, não são os que são transmitidos nas redes sociais. A utilização destas plataformas está, precisamente, associada a sentimentos de solidão e redução de bem-estar. Não estou a dizer para nos abstermos destas redes, apenas para reduzirmos o tempo de ecrã e darmos preferência a formas ativas de comunicação à distância. De preferência, partilha a tua experiência com amigos, com certeza encontrarás compreensão. Às vezes, também pode acontecer dares por ti a sentires-te só: tenta perceber se isso não se deverá ao facto de que estamos, realmente, em isolamento, ou se é uma sensação que já existia antes. Pode ajudar começares um diário, escreveres coisas positivas tuas, das pessoas que te rodeiam e do mundo, iniciares uma lista de desejos ou do que gostavas de empreender na próxima semana. Isto irá ajudar-te a organizares melhor o teu tempo, a reduzir o tal tempo de ecrã e, cereja no topo do bolo, a monitorizares o teu estado emocional, que é tão importante! Por outro lado, tenta diversificar as tuas atividades ao longo do dia. Um dia passado em frente à televisão é prejudicial na medida em que todos os dias se assemelham idênticos e intermináveis. Atividades de lazer são imprescindíveis e, na realidade, têm até um impacto positivo no teu desenvolvimento, por isso, quanto mais e diferentes, melhor! É natural que te pareça que a criatividade te foge (a ansiedade é fator preponderante), mas tenta dizer a ti mesmo que não há problema e concentra-te naquilo que está ao teu alcance. Há dias melhores e piores. Lembra-te de todas aquelas vezes que parecia não haver nada a fazer e, ainda assim, conseguiste pensar numa solução.