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Dieta restritiva ou Reeducação alimentar?

Diariamente deparamo-nos com vários tipos de dietas que prometem resultados milagrosos.

As dietas muito restritivas consistem em reduzir em demasia ou até mesmo em eliminar determinados grupos alimentares, ou então ingerir muito menos energia do que aquela que gastamos. As restrições alimentares criam desequilíbrios nutricionais, levam a estados de frustração e tristeza, aumentam o desejo de comer doces, causando compulsão alimentar e levando muitas vezes ao ganho de peso. Basicamente, fazem com que entre num ciclo vicioso. Estes tipos de dietas criam uma resistência metabólica à perda de peso, predispondo para o seu aumento, com tendência para a obesidade. Quando somos expostos a situações de ansiedade, stress e ritmos de vida agitados, a tendência para a compulsão alimentar e a vontade de comer doces aumenta. A maior parte das vezes, o peso perdido através destas dietas é reflexo da perda de massa muscular e de água corporal. Deste modo, o processo de emagrecimento fica limitado, uma vez que a perda de massa faz com que o metabolismo diminua.

A melhor forma de perder ou manter o peso desejado é através da reeducação alimentar. Uma alimentação variada, equilibrada e completa é a chave para o sucesso. Deverá incluir, no seu dia alimentar, alimentos de todos os grupos alimentares (proteínas, hidratos de carbono, lípidos) de acordo com as suas necessidades energéticas. Desta forma, é mais fácil evitar momentos de compulsão alimentar e estabelecer uma relação saudável com a alimentação. A chave do sucesso é saber controlar as quantidades e esquecer o pensamento: “perdido por 100, perdido por 1000”. Em alguns momentos é importante permitir-nos ingerir alimentos menos saudáveis que nos dão prazer, de forma a não provocar momentos de ansiedade. Todos os alimentos podem fazer parte da nossa alimentação, desde que consumidos com moderação.

Tudo isto apenas é possível se for capaz de mudar a sua atitude perante a alimentação. Não necessita de fazer esta caminhada de mudança sozinha/o, procure um nutricionista para estar ao seu lado ao longo de todo o processo.

E lembre-se, uma dieta adequada é aquela que conseguimos manter a longo prazo! Alimentação saudável não é dieta, é estilo de vida!

Tenho o colesterol elevado, e agora?

As doenças cardiovasculares, particularmente a doença coronária e o acidente vascular cerebral, são as principais causas de morbilidade e mortalidade a nível mundial. A incidência destas doenças tem vindo a aumentar, como resultado da modificação dos estilos de vida e do aumento da prevalência de fatores de risco cardiovascular.

A dislipidemia, vulgarmente conhecida por “gordura no sangue” ou “colesterol alto”, é um importante fator de risco no desenvolvimento de doenças cardiovasculares, por se encontrar diretamente implicada na acumulação anormal, progressiva e excessiva de gordura nas paredes das artérias dando lugar à formação de placas compostas por gordura e tecido fibroso. A formação progressiva destas placas pode obstruir o fluxo sanguíneo, originando um evento cardiovascular agudo (p.ex. acidente vascular cerebral ou enfarte agudo do miocárdio).

A dislipidemia abrange um conjunto de anomalias quantitativas e/ou qualitativas dos lípidos (gorduras) no sangue, podendo ser discriminados vários tipos:

– Hipercolesterolemia: Aumento do colesterol total (CT) (CT >190 mg/dL) e/ou do colesterol LDL (c-LDL) (c-LDL ≥ 115 mg/dL);

– Hipertrigliceridemia: Aumento dos triglicerídeos (TG) (TG ≥ 150 mg/dL);

– Dislipidemia mista: Combinação de dois fatores (CT elevado e/ou c-LDL e TG elevados);

– Hipolipidemia: Diminuição do colesterol HDL (c-HDL) ou “bom colesterol” (homens < 40 mg/dL e mulheres < 45 mg/dL).

Como posso controlar os níveis de colesterol?

Os níveis de colesterol podem subir gradualmente com a idade, dependendo de muitos fatores, uns genéticos (por exemplo hipercolesterolemia familiar), alguns síndromes metabólicos, outros derivados do nosso estilo de vida: erros alimentares e falta de atividade física. É sobre estes últimos que podemos atuar, para que o colesterol suba menos – procurando corrigir a alimentação, o sedentarismo e o excesso de peso.

Do ponto de vista alimentar, deverão ser adotados os princípios da dieta mediterrânica:

– Privilegiar o consumo de fruta e hortícolas frescos;

– Consumir frequentemente cereais integrais e frutos oleaginosos;

– Preferir o azeite para temperar e/ou cozinhar;

– Consumir pescado (peixes gordos como a sardinha e a cavala) no mínimo 2 vezes/semana;

– Consumir lacticínios com baixo teor em gordura;

– Limitar o consumo de produtos de salsicharia, charcutaria e vísceras;

– Preferir o consumo de carnes mais magras (aves e coelho);

– Reduzir a adição de sal para <5g/dia (preferir especiarias e ervas aromáticas);

– Limitar o consumo de açúcares simples e alimentos processados;

– Restringir o consumo de bebidas alcoólicas, preferindo o vinho tinto (1 copo de apróx. 150 mL por dia para as mulheres e dois copos de apróx. 150 mL por dia para os homens).

No caso particular do aumento dos triglicerídeos, para além do descrito, também se aconselha:

– Consumo de fruta moderado;

– Restrição de açúcares simples e alimentos processados com alta densidade energética;

– Excluir bebidas açucaradas como sumos e refrigerantes e ainda as bebidas alcoólicas.

Embora a prática de exercício físico seja uma recomendação transversal aos vários tipos de dislipidemia, esta assume especial relevância nos doentes com valores reduzidos de c-HDL. Recomenda-se a realização de cerca de 30 minutos de exercício físico aeróbio diário (p.ex. natação, caminhada, corrida leve, ciclismo).

Quem consultar?

O seu médico de família é o profissional de saúde mais indicado para lhe detetar um excesso de colesterol, preconizar as medidas dietéticas adequadas e, se necessário, prescrever um ou mesmo mais do que um medicamento.

A relevância da economia circular

A economia circular consiste na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais, objetos, equipamentos e energia. Trata-se de uma forma simplificada, prolongar, renovar e “dar vida” a produtos e coisas em fim de vida.

Segundo WEF (2014, p.10), Towards the Circular Economy: Accelerating the scale-up across global supply chains “O conceito circular promove riqueza e geração de emprego no contexto de restrições de recursos”. Já para a Comissão Europeia COM (2015, p. 2)

“A economia circular impulsionará a competitividade da UE ao proteger as empresas contra a escassez dos recursos e a volatilidade dos preços, ajudando a criar novas oportunidades empresariais e formas inovadoras e mais eficientes de produzir e consumir.”

Tem como propósito fundamental, o desenvolvimento de novos produtos e serviços eficientes e capazes de minimizarem o impacto da extração de recursos, aumentando o tempo de vida útil dos produtos sustentando modelos de negócios economicamente viáveis e ecologicamente relevantes.

A economia circular promove um processo dinâmico que exige compatibilidade técnica e económica (atividades e capacidades produtivas) enquadradas de forma institucional e socialmente através de (valores e incentivos) inspirando todos os cidadãos num processo contínuo de reabsorção e reciclagem.

Os principais benefícios e impactos positivos da economia circular passam por: construir novas relações com os consumidores, através de programas de retoma e de recuperação de recursos materiais contribuindo dessa forma para a criação de novos modelos de negócio; melhorar a competitividade das empresas; conservação dos recursos naturais, reduzindo a emissão de resíduos tóxicos para a atmosfera, bem como, contribuir para uma maior equidade no preço das matérias primas e limitando os riscos de fornecimento contínuo para produzir novos produtos.

Tendo em consideração o constante crescimento da procura de produtos novos, inovadores e capazes de satisfazerem as necessidades e exigências cada vez maiores dos consumidores e face à limitação e escassez de recursos naturais à escala global nunca como na atualidade se tornou relevante, urgente e fundamental assegurar um desenvolvimento sustentável, responsável e equilibrado procurando uma economia “verde” circular e capaz de revitalizar, prolongar e dar uma nova vida aos recursos naturais, materiais existentes.

E se a comida for para o lixo, vão-se indignar?

Uma reportagem recente publicada no Jornal I avaliava a medida governamental que exige a retirada, das máquinas de vending existentes em espaços hospitalares, de comida não saudável.

A reportagem dava conta do sucesso da medida junto de doentes, profissionais de saúde e familiares. A responsável pela Ordem dos Nutricionistas ouvida neste âmbito saudou a medida e deixou para reflexão um dado: estender o seu alcance às escolas, universidades e outras entidades ligadas à saúde e educação.

No Agrupamento de Escolas de Amares esta prática já é uma realidade. As chamadas máquinas de venda de ‘comida rápida’ têm ao dispor dos alunos um conjunto de ofertas saudáveis que podem ser óptimos complementos alimentares nos intervalos escolares.

No entanto, nem tudo são rosas nesta matéria e ainda há um longo caminho a percorrer.

Tenho almoçado com regularidades nas cantinas escolares do Agrupamento. Os esforços de melhoria que vêm sendo feitos são evidentes e posso garantir a qualidade da comida que é fornecida aos alunos.

O problema está nos apelos constantes, muitos deles à distância de um clique, para a ingestão de comida dita não saudável. Um apelo que depois se alastra a muitas casas, por falta de tempo, disponibilidade ou vontade de quem cozinha.

Daqui resulta uma esquizofrenia que os alunos combatem da maneira mais fácil: entre a comida saudável promovida na escola e o apelo ao sabor, cheiro e visual da ‘fast food’ , a decisão é fácil de perceber qual é.

É verdade que a quantidade de comida servida nas cantinas escolares pode não estar ajustada à idade ou não corresponder às necessidades nutricionais de crianças e jovens como aponta um estudo publicado pelo Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Mas este é um problema menor perante o desafio que está pela frente. A redução de sal é uma realidade, a melhoria dos teores energéticos e de hidratos de carbono tem vindo a crescer. Porém, e pelos vistos, é preciso fazer mais ou melhor.

Esta conversa toda vem a propósito de uma realidade que tem vindo a ser constante nas últimas semanas nas cantinas de amares e que muito me tem incomodado.

Há alunos que compram senhas e depois, simplesmente, não almoçam e não estou a falar de problemas de última hora ou doença. Estou a falar de alunos que vão comer a outros locais, nada contra, mas que adquiriram uma senha para almoçar. E houve um dia, por exemplo, que foram mais de 20 a não aparecerem.

Ora como as refeições escolares são confeccionadas em função das senhas vendidas, o que se faz à comida que sobra? É que andamos todos preocupados com a falta de alimentos em vários países e depois pactuamos com práticas lamentáveis e condenáveis de alunos que simplesmente não vão comer à cantina, tendo senha, porque não querem.

Julgo ser urgente e necessário que a comunidade educativa se junte e reflicta no caminho que se pode seguir. Não basta participar em campanhas de recolha de alimentos, pensar nos meninos e meninas de outros países que não têm nada para comer e depois achar bem não comparecer na cantina com uma senha comprada. Claro que já estou a ver a indignação destes mesmos com o destino que é dado à comida que sobra.

Hipócritas!

Estão a matar a Greve!

Sou, desde que me conheço, alguém que se identifica com os ideais de esquerda, enquanto orientação que tem no seu centro de atividade política a justiça social, a solidariedade e os valores humanistas. O tempo e uma maior maturidade fizeram de mim alguém que se identifica mais com o Socialismo Democrático, onde poderão situar-se, no centro-esquerda, os social-democratas e os progressistas, que aceitam a atuação da economia e dos mercados, mas com um setor público influente e ao serviço dos povos.

Por natureza, não poderia deixar de estar do lado do direito à greve e à reivindicação daqueles que se sentem desrespeitados e mal remunerados, enquanto trabalhadores. No Portugal industrializado a primeira greve terá surgido no sec. XIX, sendo certo que no Portugal democrático que vivemos no pós-25 Abril, foi em 1982 que tivemos a primeira grande greve geral, estava então no poder um Governo de direita (AD). Mais tarde, em 1988, durante um dos Governos Cavaco Silva o país vivia uma das mais importantes graves gerais, convocadas pelas duas grandes organizações sindicais, a CGDP e a UGT.

Estes fenómenos eram naturais, pois a uma governação ideologicamente mais virada para a competitividade do país e para o crescimento económico, normalmente em prejuízo das classes trabalhadoras, seguiam-se manifestações de defesa dessas mesmas classes. Nos braços de ferro e no equilíbrio das forças, o país tentava encontrar as soluções ajustadas à sua realidade.

Na viragem do milénio as greves começaram a surgir também durante os Governos de esquerda e, de alguma forma, a sua grande frequência, normalmente próximas das eleições, começou a banalizar o conceito e a fazer com que as pessoas começassem a resistir a estes movimentos livres e nobres.

Em boa verdade, quando hoje vemos dirigentes sindicais a “exigir a lua”, ou bastonários de ordem a militar despudoradamente em partidos políticos começamos a questionar o verdadeiro valor das greves contemporâneas.

Outrora importantes movimentos livres de reivindicação, importantes manifestações de força que garantiam o equilíbrio das decisões de fundo nas políticas públicas, hoje as greves são muitas vezes armas de arremesso político. Neste autêntico tabuleiro de xadrez político-partidário alguém está corromper a greve enquanto conceito, sempre que a instrumentaliza para chegar aos objetivos partidários de poder.

O que é deveras intrigante: Fazem-me confusão os financiamentos e mecenato ocultos, para pagar prejuízos salariais a grevistas! Não sei definir isto! Estará a nascer uma nova classe que são os “profissionais da greve”?

E atenção, não confundir estas com a importância da existência dos dirigentes sindicais.

Está na hora de refletir. Amanhã não se queixem que o cidadão comum ande cada vez mais irritado por não ter transportes públicos, por lhe ameaçarem com falta de combustíveis, ou por ver consultas e cirurgias eternamente adiadas. Este sem número de provações, das quais, afinal de contas, é o único inocente, representa uma prática altamente injusta para as sociedades, que ainda por cima se repete cada vez mais, em ciclos muito convenientes.

Não matem a greve!

Plano de Contingência Específico Saúde Sazonal 2019 – módulo Verão 1 de Maio a 30 de Setembro

Desde o inicio do seculo XX, a temperatura media da atmosfera à superfície aumentou aproximadamente 0,8°C à escala mundial, enquanto na Europa atingiu os 0,95°C (EEA, 2008).

Segundo um estudo da Agencia Europeia do Ambiente (2015), a Europa esta a aquecer mais rapidamente do que a media global, criando condições propicias para que a região Mediterrânica se torne mais seca e o Norte mais húmido. Decorrente da sua localização geográfica, Portugal é um dos países europeus mais vulneráveis às alterações climáticas e aos fenómenos climáticos externos.

Para minimizar os efeitos negativos dos períodos de calor intenso na saúde da população, desde 2004 que a Direção Geral de Saúde, promove a implementação de Planos de Contingência.

O Plano de Contingência Especifico Saúde Sazonal (PCESS) 2019 – Módulo Verão, para o ACeS Cávado II – Gerês/Cabreira pretende ser um instrumento estratégico, reforçando a intervenção dos serviços de saúde, através das Autoridades de Saúde e em estreita articulação com as autarquias, proteção civil, segurança social, instituições particulares de apoio social e saúde e outros parceiros locais capazes de contribuir para o bem-estar dos cidadãos.

O PCESS 2019 – Módulo Verão tem como objetivo:

  • Prevenir e minimizar os efeitos negativos dos períodos de calor intenso na saúde da população em geral e dos grupos de vulneráveis em particular, através de uma eficaz avaliação de risco e do desenvolvimento de respostas apropriadas;
  • Minimizar a ocorrência de outros acontecimentos, com impacto na saúde cuja frequência pode aumentar no verão, como afogamentos, acidentes, toxinfeções alimentares e, doenças transmitidas por vetores (mosquitos e carraças);
  • Promover a avaliação, gestão e comunicação do risco.

A Organização Mundial da Saúde define “onda de calor” como um aquecimento do ar, um período que se caracteriza por temperaturas anormalmente elevadas ou uma invasão de ar muito quente: temperaturas máximas muito elevadas para a época do ano, persistentes e com temperaturas mínimas elevadas.

A exposição ao calor intenso, em especial durante vários dias consecutivos, pode obrigar a cuidados médicos de emergência, decorrentes de diversas perturbações no organismo, designadamente: golpes de calor, esgotamento devido ao calor; caibras; aumento da sobrecarga cardiovascular; agravamento de doenças cronicas, lesões da pele (erupção, eritema, queimaduras solares), problemas psicossomáticos, problemas psicológicos (incomodo, mal-estar, irritabilidade). Situações estas, que se não forem devidamente acauteladas e/ou tratadas podem provocar danos irreversíveis na saúde, ou inclusive levar à morte.

São mais vulneráveis ao calor: idosos, crianças nos primeiros anos de vida, grávidas, doentes crónicos (cardiovasculares, respiratórias, renais, diabetes e alcoolismo), sem abrigo, trabalhadores de exterior, desportistas, obesos, acamados/dependentes e pessoas com problemas de saúde mental.

Além dos meios e recursos disponibilizados pelas entidades competentes, cada cidadão deve cumprir as orientações emanadas por estas entidades, quando são emitidos alertas sobre onda de calor. Socialmente, também é da responsabilidade de cada cidadão, sinalizar para as entidades intervenientes no PCESS, pessoas vulneráveis ao calor (grupo de risco), em especial, pessoas dependentes em 1º ou 2º Grau que vivem sozinhas, e/ ou que não possuem condições de habitabilidade que garantam proteção, em caso de onda de calor.

Os meios de comunicação social colaboram na divulgação de informação sobre os procedimentos a adotar em caso de onda de calor e na emissão do Nível de Risco 2 ou Nível de Risco 3, assim como das alterações subsequentes destes dois níveis. Esteja atento a esta informação.

Em caso de necessidade, foram identificados diversos locais de abrigo nos vários concelhos que integram o ACeS Geres/ Cabreira, para serem utilizados durante uma onda de calor, sob a coordenação da Proteção Civil e Delegado de Saúde Coordenador da Unidade de Saúde Pública.

Mantenha-se atento aos avisos das Autoridades de Saúde e da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Em caso de necessidade:

  • Priorize o contacto do SNS 24 – 808 24 24 24

Para mais informações, queira consultar

http://www.dgs.pt -“Saúde Sazonal: Verão e Saúde” e “Saúde de A a Z”

http://www.alimentacaosaudavel.dgs.pt/

http://www.apsi.org.pt -“Segurança Infantil”

http://www.prociv.pt/   “Educação e Cidadania; Riscos e Vulnerabilidades”

http://www.asae.pt/ -“Riscos alimentares”

http://www.inem.pt/ -“INEM Kids”

Sabia que? Os pedidos sobre registos e licenciamentos de armas podem ser feitos online?

Durante muitos anos exerci as minhas funções no Comando Metropolitano do Porto, mais concretamente na sede da 1.ª Divisão Policial, sita na Rua do Heroísmo no Porto. Era ai a sede das Armas e Explosivos daquela área metropolitana, onde ocorriam dezenas e dezenas de cidadãos para tratar de todas as matérias relacionadas com armas. As filas, em momentos, eram intermináveis; havia até quem comparece-se para marcar a sua vez, pelas 05H00 da manhã!

O paradigma agora passa a ser outro e caso tenha armas com Livrete Novo (livrete tipo cartão de cidadão), já não precisa de se deslocar à PSP, podendo fazer o seu pedido online, no conforto da sua casa.

Basta fazer a ligação via https://seronline.psp.pt, autenticar-se com o seu número de contribuinte, designar palavra-passe e a partir desse registo vai conseguir fazer pedidos:

– Licença de Uso e Porte de Arma da Classe B; B1; C; D; E; F; Colecionador; Tiro Desportivo;

– Autorização de Compra de Arma;

– Autorização de Compra de Munições para Tiro Desportivo;

– Autorização para Frequência de Curso de Formação Técnica e Cívica;

– Autorização prévia para importação;

– Autorização de Transferência de Estados Membros para Portugal;

– Autorização de transferência para outro Estado Membro;

– Emissão de Cartão Europeu de Arma de Fogo.

– Transmissão de Arma de Fogo

– 2.ª Via de Manifesto de Arma (para o pedido de concessão inicial deverá dirigir-se presencialmente aos serviços da PSP.)

Há armas a mais no terreno. Esta é a preocupação de quem legisla e pretende que Portugal não ostente, apenas, o rótulo turístico de país seguro, mas que o seja de facto.

Limitar a posse e uso de armas de fogo, como forma preventiva da criminalidade violenta, crime organizado e — em última instância — do terrorismo é o objeto da nova proposta de Lei das Armas e Munições, em análise e discussão na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

De acordo com dados do Ministério da Administração Interna, existem, em Portugal, 250 mil pessoas com licença de detenção de armas — cada uma pode ter duas. As contas são simples de fazer — meio milhão de armas autorizadas. Se a estas adicionarmos as não registadas, provenientes de heranças, etc., etc., teremos muitas mais em circulação, algumas, obtidas em furtos e assaltos, que só acabam detetadas em cenários de crime violento.

A limitação de 25 armas por caçador — das categorias C e D (caça grossa e normal) — é o ponto de partida para se chegar a um número que se pretende razoável. Quanto às armas de defesa pessoal, mantém-se o limite de duas.

Com este novo sistema online, acabam-se as grandes filas e melhora a monotorização do armamento num pais que se pretende que continue seguro!

O Encanto de Maio

Maio Maduro Maio quem te pintou. Quem te quebrou o encanto nunca te amou. Assim, tal como nos revelou e cantou José Afonso no seu EP de 1971.

2019 é o ano em que se comemora a passagem sobre os 45 anos da primeira manifestação livre, em Democracia, do Dia Internacional do Trabalhador. Porém, à luz dos dias de hoje, ainda persiste algum desencanto no seio daqueles que, dia após dia, continuam a sustentar-se com a força do respectivo trabalho.

Se não, vejamos; em 2012, a Esfera dos Livros editou um livro espectacular de Santiago Camacho intitulado “A troika e os 40 ladrões”. Logo na sua introdução, o autor revela o seguinte: «Todos os dia se torna mais evidente que a Humanidade se encontra dividida em dois bandos irreconciliáveis: os poucos que têm muito e os muitos que têm pouco».

Referindo-se ao Pacto de Agressão imposto, essencialmente, aos povos dos países do Sul da Europa, a partir do ano de 2011, Santiago Camacho acrescenta: «A actual crise económica revelou perante os olhos de muitos cidadãos que os governos não são os órgãos que detêm o poder mundial. As notícias contam-nos como nações inteiras são brinquedos se forças misteriosas às quais chamamos “mercados”, que decidem quem é rico e quem é pobre, qual país é próspero e qual se vê assolado pela miséria. (…) Está tudo à vista. Trata-se de organizações com nomes e apelidos, como o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial, a Organização Mundial do Comércio, as agências de classificação de riscos, os bancos internacionais».

Estes e outros foram ao pote de ouro.

Ao mesmo tempo, Maio de 2019 é o mês escolhido para o acto das eleições europeias. Assim, à boleia do economista Vicente Ferreira, cito José Reis a propósito do seu livro “A Economia Portuguesa – Formas de Economia Política numa Periferia Persistente”, que, a páginas tantas, nos ensina: «(…) o espaço económico da integração monetária tem uma escassíssima integração orçamental e, por isso, a capacidade pública comum para estruturar a economia e organizar as relações económicas entre os vários espaços “regionais” é diminuta. Finalmente, a nova moeda [o Euro] beneficia muito assimetricamente os vários países e consolida movimentos comerciais e financeiros que correspondem ao alargamento dos superavits dos mais bem dotados e ao aprofundamento dos défices dos mais dependentes».

Por conseguinte, como bem afirma Manuel Carvalho da Silva, «a sociedade está hoje menos predisposta a aceitar a precariedade». Não obstante, é profundamente importante combater-se o sentimento de desencanto que grassa no seio dos que amam Maio e os seus avanços e as suas liberdades e o advento maravilhoso da Democracia.

É necessário levantar a cabeça. É essencial combater a precariedade. É imperioso ir ao voto.

É obrigatório pintar Maio e Abril e todos os restantes meses do ano com a alegria da Luta e da consequente vitória que aquela nos traz. A alegria da vitória! Sempre.

José Afonso, de novo: «O Povo é quem mais ordena, dentro de ti ó cidade».

OPINIÃO - -
Saúde mental: prevenção ou medicalização?

Opinião de Daniela Gomes, Psicóloga Médicamares

A Psicologia é uma especialidade que avalia, diagnostica e intervém nas doenças mentais, alterações cognitivas, comportamentais e emocionais. No entanto, apesar de ser pouco comum em Portugal, a Psicologia deve intervir numa perspetiva de prevenção e promoção da saúde mental.

Atualmente, Portugal é o segundo país da Europa com maior prevalência de doenças mentais entre a população. Um em cada quatro portugueses sofre de um problema de saúde mental. Segundo dados fornecidos pela Ordem dos Psicólogos, perto de metade dos cidadãos — 43% — já teve uma perturbação mental em algum momento da sua vida. A título de exemplo e por ser a perturbação mais frequente nos adultos, vejamos o caso da depressão. Se, em 2011, a percentagem de portugueses com depressões era de 6,85%, em 2017 tinha subido para 9,8%. O número de embalagens de psicofármacos prescritas duplicou. Só no ano de 2016 foram prescritas perto de 30 milhões de embalagens de psicofármacos, sendo os antidepressivos os mais comuns. A prescrição de medicação em detrimento da psicoterapia é, na maior parte dos casos, a forma simples de adiar a resolução em vez de garantir estabilidade no tratamento e reduzindo a saúde mental a psicofármacos.

Se a depressão é um bom exemplo nos adultos, a hiperatividade e défice de atenção (PHDA) nas crianças e adolescentes é uma problemática que tem vindo a tomar enormes dimensões tanto no nosso país, como noutros países da Europa e da América. Estima-se que 70 000 crianças portuguesas possam estar diagnosticadas com esta perturbação e que uma parte considerável esteja a ser sujeita a abordagens terapêuticas com psicoestimulantes – comercializados com o nome de Ritalina e Concerta. Consultórios, escolas, famílias, confrontam-se diariamente com estas “novas crianças e jovens”. No entanto, se noutros países temos assistido a um amplo debate acerca desta problemática por profissionais da Saúde Mental e da Educação, que apresentam posições firmes contra os abusos do diagnóstico e da medicalização generalizada, no nosso país são poucos os que têm tomado voz, embora sejam muitos os que o critiquem e afrontem na sua prática profissional diária. Um perigoso silêncio que tem deixado caminho aberto para a medicalização da educação na infância e na juventude.

Na ausência de apoio para as suas dificuldades, muitas famílias e também educadores/professores aderem a estas soluções. No imediato as dificuldades são quase que milagrosamente “aliviadas”, mas a problemática está sempre pronta a ressurgir na ausência de uma verdadeira compreensão das suas causas, para além de se pagar caro a curto, médio ou longo prazo devido aos efeitos adversos já bem identificados.

Talvez seja mais que a altura de refletirmos acerca daquilo que queremos para bem da saúde mental de um país cada vez mais “doente”. Talvez esteja na altura de apostarmos em intervenções compreensivas, continuadas e estruturadas de forma a garantir a estabilidade dos tratamentos.

OPINIÃO - -
Febre em Idade Pediátrica

Opinião de Manuela Araújo, Médica no ACeS Cávado II – Gerês/Cabreira, USF Pró-Saúde 

A febre é um dos sinais de doença mais comuns na criança/adolescente, sendo motivo frequente de procura de cuidados de saúde em idade pediátrica.

A maioria dos episódios febris agudos devem-se a infeções benignas, víricas ou bacterianas, que apresentam um curso autolimitado, não requerendo um tratamento específico.

A PARTIR DE QUE VALORES SE CONSIDERA FEBRE?

Ocorre febre quando existe uma elevação da temperatura corporal ≥ 1ºC acima da média diária individual, conforme o local de medição. Quando se desconhece a temperatura média diária individual, é aceitável considerar-se como febre qualquer dos seguintes valores da temperatura:

  1. a) Retal ≥ 38ºC (medição de referência da temperatura corporal);
  2. b) Axilar ≥ 37,6ºC;
  3. c) Timpânica ≥ 37,8ºC;
  4. d) Oral ≥ 37,6ºC.

De notar, que ao longo do dia a temperatura varia entre os 36 e os 37ºC pela manhã e pode chegar aos 38ºC ao fim da tarde (temperatura retal). Abaixo dos 4 anos é recomendado medir a temperatura retal.

O QUE FAZER QUANDO SURGE FEBRE NA CRIANÇA?

  • Vigiar o aparecimento de sinais de alerta;
  • Despir ou diminuir a quantidade de roupa;
  • Arrefecimento com recurso a banho (a uma temperatura de 37ºC por um período máximo de 10 minutos);
  • Oferecer líquidos com regularidade;
  • Com temperatura superior a 38ºC axilar e desconforto associado, administrar um antipirético, utilizando de preferência só um medicamento – idealmente o paracetamol;
  • Se a criança tem menos de 3 meses, procurar assistência médica imediata;
  • Nas crianças mais velhas, se não aparecerem outras queixas, pode-se aguardar 3 a 5 dias antes da avaliação médica.

QUANDO LEVAR UMA CRIANÇA COM FEBRE AO MÉDICO?

Mais do que o valor da temperatura, é o aspeto e comportamento da criança que mais importa. De salientar (sinais de alerta):

  • Prostração (criança “murcha), gemido;
  • Dificuldade respiratória;
  • Vómitos e dores de cabeça intensas, que se mantêm ou que se agravam;
  • Lesões cutâneas (pintinhas), que não desaparecem com a pressão local;
  • Convulsões, alteração do estado de consciência ou do comportamento (irritabilidade, agitação, sonolência);
  • Extremidades do corpo sempre frias ou cianosadas (arroxeadas);
  • Temperatura retal de 40ºC ou superior (ou axilar de 39.4º ou superior);
  • Febres recorrentes (mesmo que durem poucas horas);
  • Febre e um problema clínico crónico (como doenças do coração);